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Foram hoje negociados mais de 10 milhões de acções da PT, mais do dobro da média diária do último ano.
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A bolsa nacional fechou negativa, em sintonia com as praças europeias. As acções da PT contrariaram a tendência e avançaram 1,9%.
Num dia de fortes quedas na Europa, o principal índice português, o PSI 20, cedeu 0,66% para 7.019,28 pontos. Apesar de um início de semestre negativo para a principal montra da bolsa lisboeta, as quedas que se registaram lá fora foram mais acentuadas, com o CAC 40 de Paris a tombar 3%, enquanto o IBEX 35 de Madrid deslizou mais de 1%.
As perdas deste lado do Atlântico acentuaram-se depois de revelado que a indústria norte-americana cresceu menos do que o esperado em Junho e que a venda de casas usadas derrapou 30% em Maio face a Abril nos Estados Unidos.
O sector da banca foi o que mais penalizou, com o índice da Bloomberg para o sector europeu a deslizar 2,5%. Em Lisboa, BCP e BPI caíram mais de 2%. No mesmo sentido, o BES recuou 0,89%. Os investidores ficaram hoje a saber que Portugal tem agendado nove emissões de dívida de curto prazo até Setembro e também pode reabrir 5 a 7 linhas de Obrigações do Tesouro (dívida de longo prazo) no segundo trimestre.
Na energia, todos os títulos fecharam com sinal negativo. EDP caiu 0,61%, Renováveis cedeu 2% e Galp desvalorizou 0,85%, numa altura em que os preços do petróleo tombam 4%.
Dos vinte títulos do PSI 20 só mesmo três conseguiram fechar em alta: PT, Cimpor e Zon. A Portugal Telecom liderou os ganhos no índice português, com uma subida de 1,93% para valer 8,33 euros, depois de o Governo de Sócrates ter ontem vetado a venda da Vivo à Telefónica.
Os analistas consideram, contudo, que esta decisão só deve adiar o negócio, visto que o Tribunal de Justiça europeu deve decidir pela ilegalidade da 'golden share' do Estado português na telecom na próxima semana, a 8 de Julho, e a Telefónica fez saber ontem que mantém a sua oferta de 7,15 mil milhões de euros pela posição da PT na Vivo até 16 deste mês.
Já o pior desempenho de hoje foi registado pela Brisa, que derrapou 2,81%, no dia em que o Bank of America reviu em baixa a recomendação da concessionária de "neutral" para "underperform" e reduziu o preço-alvo dos títulos em 14%, de 6,5 euros para 5,6 euros.
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Acções do PSI 20





