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Educação

PSD quer comissão para acompanhar modelo de avaliação dos professores

Económico com Lusa  
04/11/09 14:30


Aguiar Branco quer dar o

Aguiar Branco quer dar o "pontapé de saída" para que se encontre "construtivamente uma solução para este problema".

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O líder parlamentar do PSD propôs hoje a constituição de "uma comissão de trabalho que acompanhe a nível parlamentar a implementação" de um novo modelo de avaliação dos professores.

No encerramento de uma sessão pública sobre educação organizada pelo PSD, no Parlamento, Aguiar Branco anunciou que vai "contactar todos os grupos parlamentares, inclusive o do PS, para que seja possível uma deliberação parlamentar" para concretizar quatro objectivos.

"Primeiro: que acabe com a divisão da carreira docente entre professores titulares e não titulares. Segundo: que suspenda o actual método de avaliação. Terceiro: que comece, desde já, um novo processo negocial para que em trinta dias se consiga fazer um novo método de avaliação", enunciou.

"Quarto: vamos propor na Comissão de Educação permanente da Assembleia da República a criação de uma comissão de trabalho que acompanhe a nível parlamentar a implementação desse novo método", completou o líder parlamentar do PSD.

Aguiar Branco apelidou essa iniciativa de "pontapé de saída" para que se encontre "construtivamente uma solução para este problema".

"É evidente que estaremos preparados para, nesse novo processo negocial, de uma forma construtiva, de uma forma envolvente, também nós aí espelharmos quais são as nossas posições", acrescentou.


Comentários

Atília Carvalho, Lamego | 04/11/09 15:20
Acho muito bem que se acabe com a divisão da carreira de professor, mas não se esqueçam de, para o próximo ano, voltarem a fazer um novo concurso de colocação justa de todos os professores. É que neste concurso não deixaram concorrer os Professores Titulares que assim se viram aprisionados em lugares longínquos das suas residências.


luis, porto | 04/11/09 15:20
Acho muito bem. Os professores devem ser avaliados como sempre o foram antes deste tenebroso método de avaliação. Sempre fiz trabalhos para que me avaliassem.


ana, aveiro | 04/11/09 15:27
Tudo bem!. Parabéns. Falta o mais importante: ACABAR COM O MODELO DE CONCURSO PARA DIRECTOR DA ESCOLA. O DIRECTOR OU O QUE LHE QUEIRAM CHAMAR DEVE SER ELEITO PELOS PROFESSORES. Este modelo de recrutamento é de uma ditadura já dificilmente suportável


Leonel, Lisboa | 04/11/09 15:27
Lembro-me de uma vez em que o PSD propôs uma coisa destas Foi no caso da co-incineração e quando as conclusões dos peritos aceites pela AR não lhe foi favorável, não os aceitou. É o adiar para não assumir responsabilidades.


PS, mealhada | 04/11/09 15:39
Seria, no mínimo lamentável que este Governo mais uma vez tentasse impor a sua vontade sem ouvir os professores e as outras forças políticas! Já chega de arrogância e prepotencia. Mais lamentavel ainda seria o Governo deixar que a Assembleia o ultrapassasse e resolvesse o assunto sem o contributo do partido do Governo, mas se tiver de ser...


AF, Lisboa | 04/11/09 15:49
Um novo modelo em 30 dias??? Pura ilusão...


sct, | 04/11/09 15:53
pois sim senhor,até que enfim,que há alguem com sensibilidade para o problema...FORÇA

ASS: Um Professor


M Simões, Viana | 04/11/09 15:56
Qualquer modelo nunca será pior que o actual.
Parece-me uma base de trabalho muito construtiva e passível de aceitação geral. Avance.


aag, Alhos Vedros | 04/11/09 16:04
Só faz sentido acabar com o actual modelo de avalição se, e em simultâneo fôr implementado um novo modelo de avaliação. Isto é elementar. Mas que pobreza reina na cabeça de muitos politicos deste país, será que merecem o que os contribuites lhes pagam???.


M. Coelho, V.N. de Gaia | 04/11/09 16:09
Este métedo de avaliação se for rectificado é um bom método, quanto a mim só peca por já ter sido apresentado pelo PS e não por um outro artido.


Fonseca, Viseu | 04/11/09 16:11
O mais urgente de tudo o que se está a passar na carreira docente é acabar com a divisão da carreira. Separaram-se os professores em titulares e não titulares, sendo que os que mais dão aulas e por isso mais são professores, são nesta altura os não titulares. É uma contradição que se dê mais importância a quem não dá aulas do que se dá a quem sempre teve alunos nos seus anos de serviço e assim foi cumprindo a missão para a qual se formou: ser professor. Impedir a maioria dos professores de progredir, ainda que tenham uma avaliação de muito bom ou de excelente, só porque se encontravam nos antigos 8º ou 9º escalão e não passaram a tirulares é uma tremenda injustiça. Ser professor é sobretudo dar aulas. Para agravar a situação de injustiça, não se conhecem funções específicas numa grande maioria de professores titulares, progredindo eles na carreira ao realizarem trabalhos semelhantes a colegas seus de curso, por vezes com melhor nota, mas que por acaso não passaram a titulares. Haja dignidade e respeito por profissionais que são gente...


Ana Santos, Lisboa | 04/11/09 16:21
Parece-me que o BE trabalhou e apresentou já um novo modelo. Por que não fala disso Aguiar Branco? Podem começar já a discutir essa proposta e ficará pronta em 30 dias!


a, Porto | 04/11/09 16:25
Dos professores contratados, autênticos escravos e mão de obra barata, ninguém fala.


fernando mendes, pedroso ... gaia | 04/11/09 16:29
Tanta hipocrisia por parte dos partidos da oposiçao.
Quanto as pessoas que acham bem, gostaria de perguntar qual a logica da carreira de professor ser unica, as carreiras sao constituidas por escaloes .Nao conheço nenhuma carreira ,cujos membros, atinjam todos o topo.
Sobre as classificaçoes, seria ridiculo voltar as auto avaliaçoes .
Por muito injustas que sejam, mais injusto e nao ser classificado.Esta teoria da autoavaliaçao ou nao avaliaçao so e defendida pelos imcompetentes.
So uma sugestao, porque nao passam os professores para a Funçao Publica.
Pois, desse lado so querem o que tem de positivo.


Atento, Coimbra | 04/11/09 16:34
Cara D. Atília
tenho muita pena dos professores titulares que ficaram "aprisionados" em lugares longínquos das suas residências. Pergunto: quem os obrigou a concorrer e alimentar esta forma de divisão entre professores que provocou um mal estar profundo e dividiu a classe? Alinharam na política da Lurdinhas e sus muchachos? Agora aguentem e não façam exigências. Esperem que o problema seja resolvido e depois, calmamente, regressem ao que sempre deveriam ter sido: professores e nada mais!


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