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Miguel Macedo falou à margem da visita à feira de mobiliário em Paços de Ferreira.
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“A bola está do lado do Governo”, disse hoje o líder parlamentar social-democrata, Miguel Macedo.
Questionado em Paços de Ferreira pela Lusa, Miguel Macedo recusou comentar as declarações do secretário geral do partido, Miguel Relvas, a propósito de alterações nos escalões do IRS.
Para o líder parlamentar social democrata, "não chegou ainda a altura de se discutir a questão do orçamento", acrescentando que Pedro Passos Coelho, no Pontal, "deixou expressas as condições gerais para que o partido possa viabilizar o Orçamento de Estado".
Na Universidade de Verão que decorreu no fim de semana em Castelo de Vide, Miguel Relvas, questionado sobre se o PSD poderá aceitar que se mexa nas deduções dos escalões mais altos, afirmou que os "sacrifícios têm que começar por aqueles que têm mais condições".
"O grande problema não é o Governo querer mexer nos escalões mais altos, o grande problema e que para o PSD é inaceitável é o executivo querer mexer a partir do terceiro escalão", defendeu Miguel Relvas.
Confrontado com estas afirmações, Miguel Macedo insistiu que não se quer pronunciar nesta fase sobre o assunto.
"Eu considero que não se deve dizer mais nada sobre essa matéria. O Governo sabe quais são as condições para o PSD viabilizar o orçamento. Vamos aguardar que o Governo apresente as suas propostas. Agora a bola está do lado do Governo", reafirmou à Lusa.
Ainda sobre esta questão, o líder parlamentar do PSD disse que "os portugueses sabem que podem contar sempre com o sentido de responsabilidade", acrescentando que hoje aquele partido "é para muitos portugueses sob ponto de vista político o único fator de
esperança para uma nova política e um novo rumo para Portugal". Miguel Macedo falava à margem da visita que realizou, conjuntamente com outros deputados do PSD e o vice-presidente do partido, Marco António Costa, à feira de mobiliário que está a decorrer em Paços de Ferreira - Capital do Móvel.
Sobre este sector da indústria que predomina em Paços de Ferreira, o deputado afirmou que "o Governo precisa de ter políticas mais activas a favor das empresas, ajudando-as à internacionalização, como vários empresários deste sector têm feito, às vezes sozinhos".
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