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Frasquilho

PSD insiste que é possível voltar ao "crescimento" em 2013

Económico com Lusa  
23/02/12 13:15

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O PSD afirmou hoje que se as previsões da Comissão Europeia se concretizarem este será o trimestre "mais desfavorável" para Portugal.

"É evidente que tivemos uma revisão em baixa para o conjunto do ano de 2012, mas esta trajectória ascendente, continuamente, ao longo do ano de 2012 deixa-nos a esperança de que de facto estas políticas, estas opções, este ajustamento, que tínhamos sempre de realizar, vão ter consequências positivas e elas podem ser positivas já no início de 2013", disse o deputado social-democrata Miguel Frasquilho.

O vice-presidente da bancada do PSD, que falava aos jornalistas no Parlamento sobre as previsões económicas da Comissão Europeia para 2012, disse querer "deixar esta janela de esperança e encorajamento à população portuguesa, porque é sinal que os sacrifícios que estão a ser pedidos vão no sentido certo e vão ter resultados a muito curto prazo".

Frasquilho assinalou que os dados da Comissão Europeia mostram que no primeiro trimestre de 2012 "haverá um decréscimo face ao trimestre anterior de 1,4%, que será o mais desfavorável para Portugal", mas que "o segundo trimestre já terá um decréscimo de 0,6%", no terceiro trimestre "teremos um decréscimo de 0,3% e no quarto trimestre teremos 0% de crescimento".

"O que é que isto significa? Que se se concretizar este cenário é possível que no início de 2013 estejamos em condições de regressar ao crescimento positivo", referiu.

Segundo os dados divulgados por Bruxelas, Portugal vai sofrer em 2012 uma contracção de 3,3% do seu Produto Interno Bruto (PIB) - mais grave que a quebra de 1,5% de 2011, e a segunda mais profunda da União Europeia este ano (a seguir à Grécia, cuja economia encolherá 4,4%).

A Comissão Europeia prevê ainda que o emprego em Portugal "continue a reduzir-se" em 2012, "acompanhando o declínio da actividade económica".

O deputado do PSD sublinhou ainda nas declarações aos jornalistas que "a revisão em baixa é mais profunda para a União Europeia e para a Zona Euro, do que para Portugal". "Não são boas notícias, mas são notícias menos más para o nosso País", concluiu.

 





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