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Balanço

PSD e CDS-PP querem manter consenso com PS

Económico com Lusa  
23/07/12 07:44


Os líderes parlamentares do PSD e do CDS-PP afirmam que Portugal reconquistou credibilidade externa ao longo deste ano, alcançada pelo cumprimento dos compromissos externos e pelos consensos alcançados com o PS, que querem continuar a manter.

"Foi um ano muito preenchido, muito exigente, começámos logo por ter trabalhos no parlamento, com a necessidade de sermos céleres e rápidos para cumprir algumas das disposições que o calendário previsto no memorando de entendimento impunha", disse à agência Lusa o presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro.

Num balanço da primeira sessão legislativa, Luís Montenegro enalteceu "o esforço de consolidação orçamental muito significativo" e "a inversão completa do caminho de endividamento do país, de descontrolo do défice público" feitos pelo Governo e pela maioria parlamentar.

"Foi feita muita coisa, foram trazidos ao parlamento diplomas de grande envergadura, a alteração das leis laborais, a nova lei do arrendamento, a nova lei da concorrência, processos legislativos que foram complexos, que trouxeram um debate político aceso", afirmou Montenegro.

O social-democrata considerou que "a reconquista da credibilidade do Estado português no contexto europeu e mundial é uma evidência, fruto da determinação e da firmeza do Governo", e assinalou também "o sucesso visível" dos acordos de concertação social, com as IPSS e as autarquias.

Luís Montenegro, tal como o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, apontou o combate ao desemprego e a resposta às dificuldades dos portugueses como maiores desafios do Governo, assim como "o esforço para poder ter pontos de aproximação em especial com o principal partido da oposição".

Nuno Magalhães avalia este ano como "muitíssimo difícil", mas sublinhou: "Nunca negámos que era um Orçamento difícil, com medidas duras, numa execução que não tinha folga e era difícil, como se está a comprovar".

Magalhães referiu que "ninguém gosta de aprovar medidas com impacto negativo", mas que estas "são medidas imprescindíveis para Portugal recuperar a sua soberania".

"Foi um ano difícil, de muito trabalho, de muita necessidade de consenso, sobretudo com o maior partido da oposição, que no essencial deu os seus frutos, no Orçamento do Estado, na ratificação dos tratados europeus sobre as regras orçamentais, noutros casos, como nas autarquias, não foi possível", disse.

O líder da bancada centrista sublinhou que os consensos com o PS "ajudam a que a coesão interna se mantenha" e que com coesão interna haverá "maior credibilidade externa", que conduzirá a "maior confiança dos investidores" ao "combate do maior problema e o maior do desafio do Governo, que é o desemprego".

Nuno Magalhães reconhece que o Governo subestimou o potencial de crescimento do desemprego, mas que já foram tomadas algumas medidas, "que levarão tempo a ter efeito" e que por si só "não resolvem o problema", apesar de o minorarem.

"Só as reformas estruturais e a mudança de paradigma da nossa economia pode resolver esse problema [do desemprego] de forma duradoura", considerou.

O centrista criticou ainda indiretamente o PS, que "falava em almofadas e folgas", e disse que é preciso "ter uma política de seriedade e uma comunicação honesta e sincera com os portugueses".

"Este Governo sempre disse que não havia folgas, que era uma execução muito difícil e que ainda assim, com todas as medidas, teríamos de ser muito rigorosos no cumprimento do Orçamento e como se viu infelizmente estamos a ter razão", assinalou.

No entanto, espera que "a disponibilidade para o diálogo do PS se aprofunde e melhore" no futuro, garantindo que "da parte do CDS essa disponibilidade é total".

Sobre a relação com o PSD, Magalhães disse que "do ponto de vista institucional e no parlamento não podia estar a correr melhor".

 





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