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O negócio era mau para a PT, mas a decisão cabia a todos os accionistas e não apenas ao Estado. É esta a reacção dos social-democratas.
"As 'golden share' não têm razão de ser (...) Não era um negócio positivo para a PT, mas foi uma decisão dos accionistas (...) Teríamos votado contra se fossemos nós a decidir", afirmou Miguel Relvas, secretário-geral do PSD em conferência de imprensa.
O responsável acrescentou que "não devem existir ‘golden share'" e que essa tem sido a postura que o PSD tem assumido "de uma forma muito clara": "O Estado não deve ter poderes especiais em relação às empresas".
Disse Miguel Relvas que a venda da Vivo à Telefónica por 7,15 mil milhões de euros "não era um negócio positivo para a PT, mas foi uma decisão dos accionistas", que aprovaram a oferta com 74% dos votos.
O secretário-geral do PSD frisou, contudo, que o partido teria "votado contra se tivéssemos a responsabilidade de sermos nós a decidir".
"Portugal precisa de grupos fortes, de grupos que marquem a presença de Portugal no mundo", argumentou, destacando que se não era bom para a PT, esse sinal devia ter sido dado pela Caixa Geral de Depósitos, da qual o Estado é accionista, e não pelo uso da 'golden share'.
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