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Bancada do PSD está dividida quanto à proposta de criação do crime de enriquecimento ilícito.
A criminalização do enriquecimento ilícito vai voltar a dividir o PSD. Se a bancada laranja apresentar, na Assembleia da República, a mesma proposta que levou ao Parlamento na legislatura anterior, haverá nova declaração de voto entre os deputados social-democratas que contestam esta medida.
O Económico sabe que alguns deputados que, em Abril apresentaram uma declaração de voto conjunta por discordarem do diploma que obriga a fazer prova da origem de sinais exteriores de riqueza, vão manter a posição caso "a proposta seja idêntica". Na altura, um grupo de 14 deputados, entre eles José Luís Arnaut, Jorge Costa, Feliciano Barreiras Duarte e Miguel Relvas, assinaram o documento por considerarem que a lei não teria sucesso "sem um acordo entre as principais forças partidárias". Fora do Parlamento, Rui Rio foi uma das vozes que "mais alto" falou contra esta proposta, lamentando que o partido tivesse "apanhado o comboio da demagogia", usando "a luta contra a corrupção como arma de arremesso político" para "angariar votos". A esta crítica juntou-se ainda Nuno Morais Sarmento, que contactado pelo Económico não quis fazer comentários "sem conhecer o diploma". Já Arnaut defendeu que o PSD deve discutir o assunto dentro do grupo parlamentar, sem "ir atrás dos acontecimentos". Desta vez, Aguiar Branco disse esperar que haja consenso em torno da proposta, mas sublinhou: "Consenso não é unanimidade".

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