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Cavaco Silva voltou ontem a pedir aos portugueses para que “ponham de lado as divisões” porque o país precisa de “coesão e união de esforços”...
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Restante oposição coloca-se à margem das negociações e acusa Cavaco de “patrocinar” política do bloco central.
O PSD é o "mais esperado", "mais provável" e "mais natural" parceiro "privilegiado" do PS para aprovar o Orçamento do Estado para 2011. Depois de o Presidente da República ter dito mais uma vez que é "necessário haver uma negociação entre os partidos para se alcançar um compromisso que possibilite a viabilização orçamental", BE, CDS e PCP garantem que com eles o PS não deve contar. E os próprios socialistas, através de Vitalino Canas, garantem que é no PSD que vêem "o parceiro mais esperado" para aprovar o documento que é "filho do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento)".
As palavras de Cavaco foram lidas nos vários partidos como um apelo à união do bloco central. Mas Diogo Leite Campos, vice-presidente do partido acredita que "o aviso do Sr. Presidente da República não tem certamente o PSD como destinatário". E justifica: "Sempre demos mostras da maior responsabilidade, nomeadamente quando tomámos a iniciativa de negociar o PEC II".
É, aliás, este ponto que Vitalino Canas faz questão de relembrar. O deputado socialista refere que o OE/2011 está "muito ligado ao PEC e PEC II, aos compromissos assumidos pelo Estado português internacionalmente" e que, por isso mesmo, "faz sentido que quem viabilizou esses PEC venha também a viabilizar um OE com os mesmos princípios". Leia-se: unicamente o PSD.
O ónus das negociações, dizem os social-democratas, está do lado do Governo, que tem "a responsabilidade, em exclusivo, de apresentar uma proposta de Orçamento", declarou o líder parlamentar Miguel Macedo, acrescentando que cabe também ao Executivo decidir "se quer falar antes, se quer falar a partir do momento em que apresenta na Assembleia da República" o OE. Em entrevista ao Diário Económico, o ministro da Presidência, Silva Pereira, garantiu que o Governo estava "disponível para negociar mesmo antes da entrega do Orçamento na Assembleia". Mas Miguel Macedo garante que, ao que sabe, não houve nenhuma tentativa por parte do Executivo para iniciar conversações.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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Comentários (11)
E chega muito bem o PSD. Na minha terra diziam "mais vale só, que mal acompanhado"
A inevitabilidade da coisa é que estes políticos são os que temos e como tal cada um tem a sua verdade, cada um tem o seu programa, cada um tem( supostamente deveria ter) um projecto para a Nação. Assite-me um profundo respeito pela estrutura em que assenta a nossa " democracia", até porque de outro modo não sentiria bem a comentar este longo rol de disparates, dos nosso políticos é claro, mas será que em consciência todos nos olhamos do mesmo modo ao espelho de manhã.
Deixo aqui ficar uma anedota, num certo momento o gato vai atrás do rato este foge para um buraco, o gato analisou e melhou respondeu (Ladrou) o rato descançado saíu do buraco e... Resposta do gato, quem não fala pelo menos duas línguas,pá, não se safa...
o PS é um partido que só tem deteriorado a economia portuguesa e a culpa foi dos portugueses que votaram nele.
Olhem como eles estão a preparar-se a ir ao bolso do contribuinte!
Esqueçam é que o bolso do contribuinte está rôto!
Cavaco, Sócrates e coelho.
Os três da viva airada.
Por isso eu voto PCP.
A única alternativa.
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