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Seguro recusa sentar-se com Passos Coelho para negociar Orçamento do Estado para 2013 antes de o Governo apresentar o documento oficialmente.
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Consolida-se no partido de Seguro a ideia de que o Orçamento de 2013 é para chumbar, sem medo das consequências na imagem externa de Portugal.
Existem já poucas dúvidas no PS de que o Orçamento do Estado para 2013 será o momento que a direcção de António José Seguro aguardava para romper com o consenso político resultante do memorando da ‘troika'. O voto contra o exercício orçamental do próximo ano é dado como praticamente incontornável no secretariado nacional, na direcção parlamentar e entre vários deputados ouvidos pelo Diário Económico.
A não ser que o Governo mude radicalmente de caminho, o que não se espera no PS, a ordem de Seguro será para chumbar o documento. Para o justificar, o partido apresentará um conjunto de medidas que garantam o mesmo equilíbrio orçamental daquelas com que não concordar.
Segundo apurou o Diário Económico junto de dirigentes do partido, o PS está a trabalhar já no cenário de chumbo e recusa sentar-se antecipadamente com o Governo, com o argumento de que não é, nem quer ser, "co-autor" do documento, tal como admitiram o líder do PS e o líder parlamentar Carlos Zorrinho. Para a direcção de Seguro, o Orçamento do Estado para 2013 é o momento ideal para os socialistas se desvincularem do memorando a que tem estado amarrado, começando assim uma nova fase: a de uma oposição "livre" de compromissos e "livre" para decidir em função do que realmente pensa ser o melhor para o país.
Publicamente, adensam-se as vozes a admitir esse voto contra. Primeiro foi Pedro Silva Pereira que, em entrevista ao Económico, disse que o PS não pode excluir um chumbo ao Orçamento. Isto depois do sociólogo António Barreto ter dito, também ao Económico, que um afastamento entre PS e PSD poderá significar "novas pressões internacionais nos mercados" e que, por isso mesmo, o PS devia até "votar a favor, a abstenção é curta", considerou.
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