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O PS fechou uma ronda de audições de Cavacos com os partidos.
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O PS disse que vai negociar com todos os partidos para garantir a viabilização do Orçamento do Estado.
Pela voz de Francisco Assis, os socialistas lembraram que serão necessárias medidas "duras e difíceis" para cumprir a redução do défice assumida com Bruxelas.
No final de uma audiência com Cavaco Silva - a última da ronda presidencial pelos partidos - Francisco Assis garantiu que não há "parceiros privilegiados" e que a abertura é total "dentro de princípios", entre os quais a redução do défice.
Sustentando que a "preocupação com a redução da despesa pública" deve ser o ponto de partida, Assis não escondeu que "o aumento da receita", traduzida em aumento de impostos, será avaliada no momento próprio "em função da execução orçamental".
O líder parlamentar do PS referiu ainda que a "prova cabal" de que o PS e o Governo estão empenhados no diálogo foi a conversa entre Sócrates e Passos Coelho na semana passada.
Assis deixou ainda um recado dirigido a Passos Coelho: "ninguém deve ficar prisioneiro de afirmações demasiado definitivas", momentos depois do líder do PSD ter afirmado que não aceitará um "orçamento qualquer", nomeadamente um que aumente impostos.
Segundo Francisco Assis, na reunião o Presidente da República "apelou a todos os partidos para que assumam as responsabilidades comuns numa hora difícil da vida nacional"
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