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Mário Draghi vai responder por alegado conflito de interesses, depois de o Provedor de Justiça Europeu ter aceitado uma queixa de um grupo de pressão com sede na Bélgica.
O gabinete de Nikiforos Diamandouros, Provedor de Justiça Europeu, enviou para o Banco Central Europeu (BCE) uma carta a pedir explicações a Draghi, na sequência de uma queixa apresentada pelo grupo de pressão Corporate Europe Observatory (CEO), com sede em Bruxelas, sobre o alegado envolvimento do presidente do BCE num
grupo internacional de banqueiros.
O CEO apresentou a queixa em junho por considerar que a independência de Draghi está afetada por pertencer ao "Grupo dos Trinta", um lóbi bancário composto por banqueiros do setor privado, políticos e académicos.
Para o CEO, o "Grupo dos Trinta" é um "veículo" que serve os interesses dos "grandes bancos privados" e o presidente do BCE "não deve ser membro do grupo porque atinge a independência do banco e porque potencia o conflito de interesses".
Antes de ser nomeado governador do Banco de Itália, Mario Draghi pertencia à Comissão Executiva do Goldman Sachs.
Um porta-voz do Provedor de Justiça Europeu, Gundi Gadesmann, disse à EFE que o envio da carta ao BCE é um procedimento "normal" e que a partir do momento em que o processo passou a ser oficial, Draghi tem até ao dia 31 de outubro para responder e só depois se vai dar início à investigação do caso.
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