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O Provedor de Justiça cessante, Nascimento Rodrigues, enviou ao Parlamento um relatório onde diz que o Banco de Portugal tem um problema de comunicação.
O Banco de Portugal (BdP) tem sido alvo de fortes críticas por parte dos mais variados quadrantes sócio-económicos do país. Depois do caso BCP, as censuras à actuação de Vítor Constâncio no processos do BPN e do BPP subiram de tom nos últimos cinco meses. Agora, o desempenho de Constâncio será mais uma vez submetido ao escrutínio dos deputados. É que a Assembleia da República já recebeu o relatório anual da Provedoria de Justiça.
No documento, referente a 2008, o provedor cessante, Nascimento Rodrigues, censura a postura do supervisor, chegando mesmo a salientar que a cooperação com a Provedoria de Justiça "ficou bastante aquém do desejado".
Em causa estão as reclamações recebidas na Provedoria, o tratamento aos pedidos de colaboração formulados por Nascimento Rodrigues ao Governador nos mais variados assuntos financeiros para efeitos de instrução de processos, e ainda o tratamento dado pelo supervisor às recomendações do Provedor cessante.

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