Política

12/11/12 16:30
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"Programa está a ser cumprido de forma excelente"

Filipe Garcia

Merkel classificou hoje de "excelente" a aplicação do programa em Portugal e disse que tudo fará para que Portugal "tenha um futuro feliz".

"O programa está a ser cumprido de forma excelente", disse hoje Angela Merkel no Forte São Julião da Barra. Lado a lado com Pedro Passos Coelho, a chanceler alemã lembrou, no entanto, que este "não é de autoria alemã, mas sim de instituições internacionais."

"Não podemos culpar o remédio pelo estado do doente". Foi assim que Passos Coelho defendeu, logo após o almoço com Angela Merkel, o actual programa de ajustamento. Recordando que já conseguiu um prolongamento do prazo, o primeiro-ministro reafirmou as metas - "Este ano o nosso défice será de 5% em vez dos 4,5% inicialmente previstos" - defendeu a receita adoptada - "Estamos apostados que as medidas adoptadas tenham sucesso" - e argumentou que quando o FMI avisa para o risco da austeridade ser excessiva se "estar a referir a países com maior margem de manobra e com menos pressão" do que Portugal.

Mas desta vez, Passos Coelho tinha a seu lado um reforço de peso e Angela Merkel não tardou em se juntar ao discurso de apoio ao actual programa de ajustamento. "Só fazendo as reformas poderemos dar emprego às pessoas", defendeu a chanceler para quem a saída de Portugal da actual crise tem a sua chave na mão-de-obra qualificada. "Acredito que os passos que estamos a dar são fundamentais para o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos, mas também de quem vive o presente", disse a chanceler. "Os políticos têm o dever de trabalhar para o sucesso das medidas adoptadas. Se passarmos o dia a discutir as medidas de ontem não vamos conseguir trilhar um bom caminho", concluiu Merkel antes de considerar "excelente" a forma como o programa de ajustamento está a ser aplicado em Portugal.

Considerando como parte da democracia os cartazes que a consideram persona non grata em Lisboa, Merkel fez uma revelação - depois de abandonar o cargo de chanceler, virá de férias a Portugal. Até lá deixou a receita: "Temos de continuar solidários".

 

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