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Ensino

Professores decidem novos protestos contra a avaliação

Catarina Madeira  
24/04/10 00:05

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A paz nas escolas acabou hoje. A Fenprof já decidiu que os protestos vão voltar. Falta escolher se será com uma greve ou manifestação.

Acabou a paz nas escolas. Os professores estão desde ontem reunidos em Congresso para decidir com que armas vão lutar. Mário Nogueira disse ao Diário Económico que as alternativas são apenas duas: Manifestação ou greve. No centro da crispação está mais uma vez o modelo de avaliação, que chegou a levar, em 2008, mais de 100 mil professores às ruas em protesto. Desta vez, os professores contestam a decisão do Governo de manter como critério de colocação e progressão na carreira as classificações obtidas através de o modelo que já foi alterado em conselho de ministros.

"Vamos, aqui no congresso, definir novas formas de luta", garantiu o secretário-geral da Fenprof, admitindo as possibilidade de partir para novas manifestações ou mesmo uma greve. Mas o calendário é apertado para realizar uma greve, defende o professor Paulo Guinote, já que implicaria perturbar a realização de exames que "seria muito mal vista pela opinião pública".

A Fenprof vai entregar acções nos tribunais de Lisboa, Coimbra, Évora e Faro. Mas Paulo Guinote não acredita no sucesso das acções judiciais já que o processo de avaliação é legal e, "mesmo que os tribunais dessem razão aos professores, as decisões da justiça demoram muito tempo a transitar em julgado. Quando houvesse alguma decisão seria impossível voltar atrás". João Dias da Silva, da FNE, tem mais esperança na decisão dos tribunais e, além disso, espera que a oposição explorem todas as possibilidades para aprovar as alterações que retirem a avaliação da lista de critérios a considerar nos concursos dos professores e na progressão da carreira. "Entre o tribunal e o Parlamento, acredito que há condições para encontrar uma solução. Mas o PS inviabilizou no plenário um diploma do PCP para a anulação do concurso de professores contratados.





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