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O Banco de Portugal espera um “abrandamento expressivo” da procura externa dirigida às empresas portuguesas.
Até as empresas portuguesas que estão direccionadas para o mercado externo deverão sentir mais dificuldades este ano. A procura externa dirigida a bens nacionais deverá registar um "abrandamento expressivo", caindo dos 4,7% que terão sido registados em 2011, para 3,2% este ano. As estimativas são do Banco de Portugal e foram divulgadas hoje, no Boletim Económico de Inverno.
Segundo a instituição liderada por Carlos Costa, este abrandamento está justifica-se pelo abrandamento da procura mundial, relacionado com as tensões financeiras, a crise das dívidas soberanas e a "necessidade de ajustamento dos desequilíbrios das contas públicas num conjunto mais alargado de países na área do euro".
A procura externa dirigida às empresas portuguesas deverá voltar a acelerar em 2013, subindo para 5,7%, adianta ainda o relatório.
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