Comunidade
Unicer mantém interesse no investimento de 81 milhões de euros, mas Pires de Lima já não faz previsões para avançar.
A Unicer tem já todas as autorizações do governo de Angola para avançar com a construção da sua primeira fábrica em Luanda e até já podia ter arrancado com a obra no segundo semestre deste ano, mas agora são os accionistas angolanos, parceiros da cervejeira da Super Bock, que não se entendem e que fizeram derrapar o projecto.
"O facto de serem três grupos de parceiros e de estarmos numa situação que não é de maioria de capital [a Unicer tem 49% da sociedade designada de Única], exige um esforço muito apurado de definição de regras antes de poder avançar com o investimento. Esse esforço está a ser feito por todas as partes. Espero que seja concluído positivamente, mas infelizmente está a atrasar o projecto", avançou ao Económico António Pires de Lima, presidente-executivo (CEO) da Unicer.

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Pois...isso é para todas as empresas portuguesas aprenderem como exemplo.
Os "sócios" angolanos gostam muito pouco de colocar capital nas empresas mistas.
Preferem (não são burros) que seja o estrangeiro a fazer as despesas da casa, indo eles ao fim do mês buscar as existências de caixa.
Por isso eu__que conheço bem o status quo angolano__aconselho a todos, que clarifiquem muito bem as competências dos òrgãos sociais das respectivas parcerias, sob pena de terem depois muitos desgostos.