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Paulo Portas sublinhou hoje em Bruxelas que "Portugal cumpre" na sua estreia como chefe da diplomacia portuguesa.
O governante defendeu hoje que, "neste momento" que o país atravessa, a primeira preocupação do ministro dos Negócios Estrangeiros deve ser "melhorar a percepção de Portugal no exterior".
Paulo Portas, que falava à saída da sua primeira reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, no final de um dia durante o qual também se reuniu, à margem do Conselho, com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, sublinhou repetidas vezes a principal ideia que quer transmitir aos parceiros, a de que "Portugal cumpre".
"Ser ministro dos Negócios Estrangeiros neste momento que Portugal está a viver é, em primeiro lugar, fazer tudo o que estiver ao alcance da máquina do ministério e da diplomacia portuguesa, que é boa e que é competente, para melhorar a percepção de Portugal no exterior", disse, admitindo ser "vexatória" a situação de ter de pedir ajuda externa.
Para Paulo Portas, é fundamental que "Portugal seja percebido e notado na comunidade internacional com um país que cumpre com aquilo que subscreveu e que está firmemente decidido a recuperar a sua autonomia".
"Essa é a imagem que o governo de Portugal pretende que o nosso país tenha junto da comunidade internacional, das instituições com quem nos contratámos a ajuda externa e em geral dos fóruns políticos e económicos: um país que cumpre, um país que faz reformas, um país que pretende, cumprindo e reformando, recuperar a sua autonomia", sublinhou.
Para tal, Portas considerou vital o papel da máquina diplomática portuguesa, que deve passar "mensagens claras".
Falar a uma só voz
"O país deve falar o mais possível a uma voz, a nossa diplomacia deve passar mensagens claras, e a primeira e mais rotunda de todas as mensagens é que Portugal tem um governo que é estável, que tem um memorando para aplicar, esse memorando merece um consenso superior a 80% dos deputados, e que nós vamos conseguir ultrapassar a situação em que estamos", afirmou.
Tendo já transmitido essa mensagem no encontro que manteve com Durão Barroso, o ministro adiantou que teve com o presidente da Comissão "uma boa reunião", mais "extensa" que o previsto, e na qual também teve oportunidade de falar da importância de Bruxelas facilitar o acesso aos fundos estruturais.
Para Portas, "ter finanças públicas mais arrumadas não deve ser incompatível com estimular o crescimento económico, e nesse plano a questão da utilização dos fundos estruturais, do seu 'timing' de decisão e do grau de comparticipação nacional que é exigido para que os projectos avancem é obviamente importante para um país como Portugal".
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Comentários (32)
Palavra de honra nem consigo comentar os comentários desta ABECULA.
O que vale é que estará por pouco tempo na cena politica.
Paulo Portas é na realidade o melhor (ou o mais bom) politico portugues .
Consegui transformar o CDS - Centro Democrata Social de partido do táxi no CDS (Cristaos Doidos por Submarinos) com clara aposta no mar.
Por isso Santana Lopes o tinha nomeado "Ministro do Mar".
Talvez em antecipaçao a Cavaco, que descobriu agora que é Algarvio.
É pena que a Europa tenha poucas feiras.
Este hipócrita estaria como peixe no submarino.
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O que o País precisa é de seriedade, nas relações comerciais com parceiros fora do círculo Europeu. Para além dessa seriedade, Portugal não pode parar na relação de País que precisa exportar. Só exportanto é que o País consegue saír desta crise, e para o fazer precisa de quem alie a diplomacia à realidade.
É SO PARA DIZER QUE NO MEIO DA DESGRAÇA, ESTOU MUITO CONTENTE PORQUE SEI QUE ESTA CRISE VAI FAZER ACABAR MUITO BELO TAXO QUE HÀ POR ESTE PAIS.
CORRECÇÃO:
PRIORIDADE É ENCHERMOS OS NOSSOS BOLSOS E DOS NOSSOS AMIGOS, O MAIS QUE PUDERMOS RAPIDAMENTE ANTES DE O BARCO AFUNDAR.
"melhorar a percepção de Portugal no exterior"
Basta os outros terem percepções e não certezas é o que entendo destas palavras e considero que viver com percepções é uma estupidez.
O sistema partidário
00h30m
Os resultados das últimas eleições para a Assembleia da República (AR) podem ser contabilizados não apenas pelo número de deputados eleitos mas também pelos milhões de euros que os partidos irão receber até às próximas eleições legislativas. O partido vencedor continua a ser o PSD, que irá receber do estado quase 38 milhões de euros, logo seguido do PS (mais de 28 milhões), do CDS/PP (quase 13 milhões), do PCP e os Verdes (mais de 10 milhões) e o BE (mais de 6 milhões). Além dos partidos parlamentares, o PCTP/MRPP irá auferir mais de 777 mil euros e o Partido dos Animais e da Natureza mais de 730 mil euros.
Cada partido concorrente às eleições para a AR e que obtenha representação parlamentar ou consiga mais de 50 mil votos tem direito a uma subvenção anual correspondente a 3,1053 euros por cada voto obtido. Esse montante corresponde a 1/135 do chamado Indexante dos Apoios Sociais (IAS), cujo valor para 2011 é de 419,22 euros. Assim, quando o governo aumenta os apoios do estado através de actualizações do IAS, está também a aumentar, automática e discretamente, as verbas atribuídas aos partidos políticos, mas sem a impopularidade que estes aumentos acarretariam se fossem aprovados autonomamente.
Portanto, o PSD irá receber mais de 6,7 milhões de euros por ano, pelos seus 2.159.181 votos obtidos nas últimas eleições legislativas, enquanto o PS receberá mais de 4,8 milhões (1.566.347 votos), o CDS/PP mais de 1,9 milhões (653.888 votos), o PCP/PEV mais de 1,3 milhões (441.147 votos), o BE quase 900 mil euros (288.923 votos), o PCTP/MRPP mais de 194 mil euros (62.610 votos) e o PAN mais de 182 mil euros (57.995 votos). Além disso, os partidos parlamentares receberam também mais de 8.3 milhões de euros para as despesas da última campanha eleitoral, a dividir entre eles de acordo com os resultados obtidos.
Mas além desses montantes, cada grupo parlamentar terá direito a uma outra subvenção anual para encargos de assessoria aos deputados correspondente a «quatro vezes o IAS anual, mais metade do valor do mesmo, por deputado» (art. 5º, nº 4 da lei 19/2003), o que perfaz a quantia de 1.886,49 euros, por deputado. Assim, o PSD terá direito a receber anualmente 203.740,92 euros, correspondentes aos seus 108 deputados, enquanto o PS 139.600,00 euros (74 deputados), o CDS/PP 45.275,76 euros (24 deputados), o PCP 26.410,86 euros (14 deputados), o BE 15.091,92 (8 deputados) e os Verdes 3.772,98 euros (2 deputados).
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