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Os títulos do BCP são os que mais castigam a praça portuguesa.
PSI 20 afunda
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Os receios de um contágio da crise grega a outros países da zona euro estão a castigar a bolsa portuguesa. O BCP afunda quase 6%.
O PSI 20 perde 2,93% para 7.192,70 pontos, com 17 cotadas negativas, em linha com o pessimismo vivido nos principais mercados europeus. Pior que Lisboa só mesmo as bolsas espanhola e grega, que afundam mais de 3%.
Os mercados estão cépticos em relação o pacote de ajudas no montante de 110 mil milhões de euros à Grécia anunciado este fim-de-semana num dia em que notícias publicadas na imprensa internacional dão conta de que este montante pode ser insuficiente para evitar um contágio da crise de Atenas a outras capitais europeias.
O euro também sofre, estando a cair pela segunda sessão consecutiva. A moeda única desliza 0,47% para 1,3133 dólares.
"As pessoas estão a questionar-se se este pacote para a Grécia é suficientemente grande", explicava um 'trader' à 'Reuters'.
Em Lisboa, os títulos do BCP são os que mais pressionam. O banco comandado por Carlos Santos Ferreira, que controla uma instituição financeira em Atenas, afunda 5,76% para 0,65 euros.
No mesmo sentido, o BPI perde 3,27%. Apesar de ter anunciado ontem um lucro de 119,1 milhões de euros, acima do esperado, o BES não consegue fugir às quedas e recua 2,71%. Isto numa altura em que o índice da Bloomberg que reúne os principais bancos europeus resvala 2,85%.
"Há rumores no mercado que poderá haver novos 'downgrades' noutros países da zona euro e no sector financeiro, com o BCP por cá ainda a continuar com a sua volatilidade", afirmou João Lampreia, analista do banco BIG.
"A banca está a ser pressionada mais uma vez pelo aumento do risco da dívida portuguesa", avançou, por sua vez, Alfredo Mendes, 'trader' do Banco Best.
Os títulos do sector energético também estão a ser castigados pela pressão vendedora que se faz sentir em Lisboa. A Galp, que apresenta resultados esta quinta-feira, desvaloriza-se em 3,95% para 11,68 euros, depois de ontem os trabalhadores das refinarias da petrolífera terem informado que vão avançar com uma greve de quatro dias em Maio.
Nota ainda para a REN, que resvala 2,38%. A energética dirigida por Rui Cartaxo anunciou ontem que fechou o primeiro trimestre do ano com um lucro de 25 milhões de euros, menos 21% que em igual período do ano anterior. O número ficou abaixo das projecções dos analistas sondados pela Reuters, que apontavam para um lucro de 32 milhões.
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