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Martin Schulz clarificou hoje que não criticou Passos Coelho por causa da ênfase dada aos investimentos angolanos.
O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, clarificou hoje que não critica o primeiro-ministro português, Passos Coelho, por causa da ênfase dada pela política externa portuguesa aos investimentos angolanos. "Em momento algum critiquei o primeiro-ministro Passos Coelho ou interferi na política estrangeira de Portugal", disse hoje Schulz, referindo-se a declarações feitas há mais de uma semana que vieram hoje a lume.
Para o presidente do Parlamento Europeu, "todos nós na UE estamos em risco de declínio se não agirmos juntos". Esse terá sido o sentido das suas palavras, embora a declaração se preste a várias interpretações.
Segundo revela hoje o jornal Público, no dia 1 de Fevereiro, num evento público na biblioteca Solvay em Bruxelas, Schulz disse que "há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia".
O eurodeputado alemão vai esta tarde, às 15h de Lisboa, dar uma conferência de imprensa em Bruxelas para afastar mal entendidos mas não se escapa a um pedido de esclarecimento formal por avançado pelo eurodeputado português, do PSD, Paulo Rangel.
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