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Imprensa

Presidente do Parlamento Europeu diz que destino de Portugal é o "declínio"

Económico  
09/02/12 09:35

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Depois de Merkel ter apontado o dedo à Madeira, agora foi a vez do também alemão Martin Schulz criticar a política externa portuguesa.

Em concreto, Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, criticou a visita que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, fez a Angola no passado mês de Novembro para apelar ao Governo angolano a que invista mais em Portugal.

"Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia", afirmou Martin Schulz, no dia 1 de Fevereiro, num evento público na biblioteca Solvay, em Bruxelas, gravado em vídeo, a que o Público teve acesso.

Contactado pelo Público, o eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, mostrou-se " muito surpreendido" com as declarações do presidente do Parlamento Europeu, adiantando que vai "fazer um pedido formal de esclarecimento" a Martin Schulz.

Em declarações à Lusa, Paulo Rangel considerou ainda que "o presidente de uma instituição europeia não pode fazer uma crítica à política externa portuguesa", sublinhando que "Portugal é, há nove séculos, um Estado independente e há cinco séculos que tem relações privilegiadíssimas com os cinco continentes, designadamente com os espaços em que se fala a língua portuguesa".

Os comentários de Martin Schulz acontecem na mesma semana em que a chanceler alemã, Angela Merkel, deu a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e auto-estradas, mas não para aumentar a competitividade".

 





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