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João Costa Pinto considerou hoje que os bancos deviam ter mais tempo para cumprir o rácio de transformação exigido pela ‘troika'.
Na apresentação dos resultados anuais do banco, que cresceram 47% para 53,3 milhões de euros, o antigo responsável do Banco de Portugal explicou que o cumprimento do memorando é indispensável porque "o País tem de mostrar aos mercados que está a fazer a sua parte, mas isso tem de ser feito em condições que não criem dificuldades ao financiamento da economia".
Na mesma ocasião, o economista defendeu que "devia ser dado mais tempo ao sistema financeiro" e que "deveria haver uma flexibilização de, no mínimo, dois anos, até 2016, do cumprimento do novo rácio de transformação".
O Crédito Agrícola fechou 2011 com um rácio de transformação de 87%, muito longe dos 120% exigidos pela ‘troika'.
Crédito Agrícola pede novas regras para as caixas
O Crédito Agrícola entregou no início deste ano um pedido ao Governo de alteração do seu regime de funcionamento.
O objectivo, segundo explicou hoje o presidente do banco, é que as caixas agrícolas passem a poder, por exemplo, criar fundos de investimento mobiliário e imobiliário, algo que hoje não podem fazer, e alargar o seu leque de associados hoje limitado ao sector agrícola.
Pretende-se assim aproximar as regras das caixas agrícolas da restante banca, mas, defendeu João Costa Pinto, mantendo a autonomia dessas instituições.
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