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O presidente da Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, mostrou-se preocupado com o impacto que a criação de uma taxa sobre transacções financeiras pode ter nos mercados regulados.
Falando na abertura da cerimónia de entrega dos NYSE Euronext Lisbon Awards considerou este um dos aspectos que vão condicionar o futuro dos mercados, "dado que o potencial de criar problemas é maior do que o problema que pretende resolver". Explicou que a introdução de tal taxa poderá levar, por um lado, a uma "divergência de umas geografias para outras" e, por outro "onerar o que é feito em mercado face ao que é feito fora de mercado", lembrando que tal representa uma parcela muito maior das transacções financeiras.
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, disse esta semana que Berlim quer chegar a um acordo quanto à taxa sobre as transacções financeiras, a aplicar no espaço da União Europeia (UE), ainda no primeiro trimestre deste ano. Francois Baroin, o congénere francês, referiu por seu lado, também esta semana, que França quer ser "pioneira" nas taxas sobre as transacções financeiras e apelou à actual presidência dinamarquesa da UE para que "intensifique os esforços" para alcançar um acordo.
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