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A agência de ‘rating’ espera que os preços das casas em Portugal desçam mais 15%, devido ao agravamento das condições económicas.
Num comunicado divulgado hoje, a Fitch antecipa que os preços das casas em Portugal devem baixar mais 15%, aumentando a quebra para 28% desde os máximos registados. A agência de ‘rating' recorda que se trata de uma revisão face à anterior estimativa de 10%, mas não aponta o período em que esta queda deve ocorrer.
"A alteração nas nossas expectativas em relação aos preços das casas reflecte o agravamento das condições macroeconómicas e tem em consideração as tendências de pré-disposição" para compra de casa, indica a Fitch nesse relatório.
A agência de ‘rating' antecipa agora que a economia portuguesa registe uma contracção de 3,7% este ano e que a taxa de desemprego ascenda aos 14% em 2013.
"A queda nos preços das casas é motivada pela pré-disposição [para adquirir ou alugar casa] e não por qualquer expectativa de aumento na oferta", indica também a Fitch, acrescentando que a procura tem sido penalizada, nomeadamente, pelo facto de os preços terem aumentado mais depressa que os salários.
Além disso, a agência também antecipa que a pré-disposição para comprar ou adquirir casas será prejudicada pelo aperto dos critérios por parte dos bancos para a concessão de crédito à habitação, o que reflecte, por seu turno, as "dificuldades que os bancos estão a ter no acesso ao financiamento".
No mesmo documento, a Fitch refere ainda que o número total de habitações em Portugal aumentou em um milhão de unidades desde 1998, o que representa um crescimento de 21%, enquanto a população se manteve constante, e que, apesar de cerca de 13% das casas estarem desocupadas, o país não sofre de um excesso de oferta uma vez que o número de casas a serem construídas está no nível mais baixo dos últimos 20 anos.
Os últimos dados do INE mostraram que o valor médio da avaliação bancária das habitações em Portugal desceu oito euros em Junho.
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