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Preço tabelado acaba no gás natural

A extinção das tarifas reguladas é reclamada há muito pelos principais comercializadores de electricidade e gás natural e pela própria Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Só assim se poderá promover uma sã concorrência entre fornecedores e evitar a acumulação de défices tarifários que, na electricidade, chegaram a ultrapassar os 2.000 milhões de euros. No gás, onde só há poucos anos começaram a existir tarifas reguladas, não se sabe se houve défice tarifário e se chegou a números significativos. A liberalização total do mercado do gás natural é uma realidade desde 1 de Janeiro deste ano, mas ainda há um grande caminho a percorrer, sobretudo no que diz respeito aos clientes particulares. A decisão de abolir em breve a tarifa regulada no gás natural para os clientes industriais, que representam mais de 90% do consumo total do país, é, sem dúvida, uma boa notícia para as empresas comercializadoras deste combustível. Mas o sucesso da medida será medido pelos consumidores que passarão a ver flutuar os preços consoante a cotação nos mercados internacionais. O gás natural, como o petróleo, é uma matéria-prima com preços altamente voláteis que, no futuro, deverão voltar a crescer com o previsível aumento da procura. Por isso, a liberalização é boa, mas exige uma regulação atenta e actuante para que não se verifiquem eventuais abusos.

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