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O Ministro das Finanças falou aos jornalistas após a reunião do Ecofin
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Teixeira dos Santos já respondeu ao apelo europeu, assegurando que Portugal vai prosseguir com a realização de "reformas estruturais".
Teixeira dos Santos participou hoje na reunião informal do Ecofin, onde explicou aos pares europeus a nova vaga de austeridade anunciada ontem pelo Governo socialista.
Os congéneres aplaudiram as medidas tomadas pelo Governo português mas, da Comissão Europeia ao Banco Central Europeu, toda a Europa pediu a Portugal que haja reformas estruturais a acompanhar o novo pacote de austeridade.
Teixeira dos Santos respondeu ao apelo, assegurando que o País que vai prosseguir com a realização de "reformas estruturais", como a flexibilização do mercado de trabalho, a fim de reforçar a produtividade e a competitividade do país".
O Ministro das Finanças adiantou ainda, durante uma sessão de perguntas e respostas para jornalistas portugueses e estrangeiros, que a prioridade do Executivo agora é "mudar a formulação dos salários nacionais", sublinhando novamente que sem este novo pacote de medidas Portugal fica sem financiamento externo.
"Creio que temos que introduzir elementos de maior descentralização no processo de formação dos salários permitindo aí um elemento de flexibilidade adicional, e quando se fala em reforma local laboral é mais essa a preocupação", disse o responsável, acrescentando que "isto atenta a evolução dos custos unitários de trabalho na nossa economia nos últimos anos e há que inverter essa evolução crescente que se registou ao longo da última década porque ela compromete a nossa competitividade".
O ministro das Finanças voltou ainda a sublinhar que sem este novo pacote de medidas Portugal fica sem financiamento externo.
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