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Apesar da escalada do desemprego e das falências, há mais 21 mil gestores de topo a trabalharem em Portugal desde que a crise começou a afectar as empresas.
No Verão de 2008, a taxa de desemprego estava em 7,7% e existiam pouco mais de 80 mil gestores de topo em Portugal. No último trimestre de 2009, já depois de os impactos da crise terem arrasado o mercado de trabalho português, a taxa de desemprego saltou para 10,1%, foram destruídos 114,9 mil postos de trabalho por conta de outrem, mas existem 102.300 directores, ou seja, um crescimento de mais de 20 mil.
Os dados foram revelados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram que há algumas profissões onde, apesar das dificuldades do mercado de trabalho, continua a ser criado emprego. A direcção de empresas ou serviços públicos é uma delas: comparando com o período pré-crise, o aumento foi de 26% e face ao mês homólogo a subida foi de 18%.
As razões para um aumento deste tipo de profissões não são claras pela análise dos números, mas João Cerejeira, economista e professor da Universidade do Minho, lembra que "o emprego mais destruído foi nos contratos precários, nos sectores tradicionais e com baixas qualificações". O especialista reconhece que os lugares de topo "não são normalmente tão atingidos", mas ainda assim fica por explicar a capacidade da economia para criar estes postos de trabalho - ou para atribuir mais promoções.
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Comentários (24)
Gestores de qualidifação duvidosa, com experiência incomprovada, e capacidade errónea...mas, filhos, netos, afilhados, genros, amigos, compadres dos nossos políticos. E, se formos a ver, como eles são MUITOS concerteza que os gestores também serão MUITOS!
O verdadeiro centro desta BOLA DE NEVE que se chama corrupção está sentado nas bancadas parlamentares da nossa Assembleia da República.
Enquanto não se fizer nada por isso aqui onde tudo "começa" só se irá substituir uns por outros exactamente com as mesmas origens e provenientes do mesmo ciclo ....
Não é a quantidade de gestores de topo que me preocupa, mas a qualidade, ou melhor, a falta de Qualidade. Bons gestores, idóneos e profissionais, São indispensáveis para a criação de riqueza e de empregos.
È verdade; Nas empresas publicas, nomeadamente no Banco Público, foram nomeados mais uma quantidade de novos gestores de topo; não se sabe para que servem senão para controlarem e dificultarem a vida a quem está nas categorias inferiores. Alguns, ainda nem sequer têm idade nem conhecimentos adquiridos para tais cargos. Logo a sua nomeação é apenas clientelar e nada tem a ver com as necessidades da organização. Com tudo isto, já só um milagre poderá salvar-nos, o que não creio que possa acontecer...
PORTUGAL ESTÁ SEMPRE NO TOPO "DO MUNDO" INCRÍVEL, MAS QUE LATA. COM ESTA MENTALIDADE NÃO SE PODE IR LONGE. PORTUGAL E MUITO ATRASADO EM TODO. MENTALIDADE DE OTRA EPOCA. ......
continuação..(peço desculpa pois tive que sair)
Coach e um instrumento que pode ser agora fundamental para ajudar futuros profissionais para melhorar significativamente qualquer empresa seja aos seus leader e trabalhadores .Pois so agora me dei conta disso e como estou a desenvolver um projecto de outsorcing vejo que esta tecnica pode ser a chave e o sucesso de um profissional ou empresa.O Futuro e o encorajamento para o desenvolvimento do tecido empresarial passa pelo trabalho temporario.Nao restam duvidas que esta e a forma de seleccionar para que de facto quer trabalhar e empenhar-se,pois tambem nao restam duvidas que quando um elemento e competente e profissional,nao ha empregador que o deixe ir embora do seu posto de trabalho.Eestamos presentemente numa enorme transformação do mercado de trabalho como no Canada,ninguem esta seguro do seu posto de trabalho ate por vezes nem sequer estar apto para aquele serviço, o que com a rotatividade no mercado claro se for competente vai encontrar concerteza e ter oportunidade do seu posto trabalho para o seu perfil.Assim acaba-se com direitos encaputados por parte dos sindicatos que so servem para destruir o futuro desenvolvimento da nossa economia.Pois nao promove o Bom Profissional que deve ser estimulado sendo a selecçao natural desenvolvida.
Aos sindicatos poderá ser lançado um DESAFIO DIGNO.Em vez de estarem a denunciar falencias duvidosas, porque nao e uma vez que teem profissionais no campo da gestao para detectar estas situaçoes, nao tentam e nao se envolvem a ajudar estas empresas a levantarem-se pois tem toda a vantagem pois os bancos e governo terao concerteza mais respeito por viabilizar estas mesmas empresas que ainda poderam segurar os postos de trabalho.Nem que para isso formem cooperativas ou associaçoes nessas empresas.Boa noite JB
No privado não sei qual a causa, mas no público uma delas é: a reforma de função pública efectuada pelo governo. A reforma efectuada agora em Portugal já foi implementada há décadas em outros páises ocidentais, e depois destes anos todos surgem os primeiros resultados; aumento de assimetrias salariais e sociais para todos (não só para os funciobários públicos directamente afectados pela reforma), aumento de cargos de gestores públicos, tipicamente ocupados por boys sem qualificações pagos a preço de ouro. Já surgem os primeiros relatórios a desaconselhar este tipo de reforma e modelo de função pública e nós mergulhamos nela com 30 anos de atraso e quando outros já estão a pensar sair desta.
Ora aqui esta algo dificil de entender...num cenário de crise como o que enfrentamos, prevalece o capitalismo..em vez do necessário,e urgente aumento da solidaridade e entreajuda entre todos os actores sociais... Assim, aumenta cada vez mais o fosso entre os ricos e os pobres.. Enfim,é tudo uma questao de bom senso...
Acho que sim tantos gestores e temos o pais nesta miséria. Se tivessemos metade talvez estivessemos melhor. Viva o Fernando Nobre
Alguém se lembra da rábula dos remadores portugueses e japoneses ???
É assim mesmo.... e ainda falam de falta de produtividade, Desses 21000, talvez 1000 seja efectivamente gestores produtivos e eficazes, o resto são sanguessugas.
Que artigo interessante! Quanta investigação! Parabéns! Este jornalismo de investigação enche-me a alma, aliás enche a alma de todos os portugueses. Que nem sabiam que havia assim tanta gente de "topo" em Portugal. A sério, nós não sabiamos, ainda bem que divulgaram. Já agora, se ainda não estiverem cansados, investiguem o seguinte:
- Quem são?
- Quais os serviçõs que eles nos prestam?
- Quantos postos de trabalho asseguram?
- Quanto arriscam?
- Qual o impacto do serviço que eles prestam na economia nacional?
- - O seu ordenadito (muito reles certamente) nada tem a ver com a nossa divida externa, descontrolo das contas públicas, etc. etc?
Vá, façam-nos mais este favorzinho e saiam do gabinte, informem-se e informem-nos! Estamos fartos de notícias do INE!
Como eu sempre digo, deixem trabalhar quem nao sabe nada do que faz... TENHO DESGOSTO DE SER PORTUGUES!!!!
Sem duvida, concordo! Temos mais gestores de topo sem qualquer tipo de conhecimentos de gestão. Nomeadamente em todos os institutos criados pelo Sr. Eng. e empresas com capital público. Como é o caso do Sr. Gestor de Topo da Pt que se demitiu por suspeita de corrupção e que levou no bolso 5 milhões de euros...ou seja 1 milhão de contos!(dinheiro pago pelos contribuintes)
É ofensivo e constitui um atentado á pobreza do povo português! Estamos sem duvida a precisar de pessoas capazes para gerir Portugal...e quanto a mim não serve nenhum dos que lá está! Força Fernando Nobre...e venham mais cinco!
Neste País o que sobra em gestores e doutores, falta em trabalhadores. É muito bom ter emprego em vez de trabalho, essa é que é essa. E não é com democracias que se altera este paradigma!
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