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A unidade de análise económica da revista The Economist acredita que Portugal vai mesmo ter de recorrer à ajuda externa em 2011.
No artigo 'Europe economy: Key issues in 2011', datado de 4 de Janeiro, a Economist Intelligence Unit afirma que a "zona euro vai evitar o colapso em 2011", mas acrescenta que haverá "momentos desconfortáveis" no processo de resolução da crise financeira e económica.
Um desses momentos passará por Portugal: "Esperamos que Portugal seja obrigado a aceder ao fundo de estabilização da União europeia e do Fundo Monetário Internacional", afirmou a unidade de análise económica da Economist no mesmo documento.
Se tal acontecesse Portugal seguiria o exemplo da Grécia e da Irlanda, que acionaram o recurso ao mecanismo de resgate europeu e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2010.Já quanto a Espanha, outro país que tem estado sobre a pressão dos mercados, a Economist Intelligence Unit acredita que esta não precisará de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, mas avisa que tendo em conta a dimensão da economia espanhola "quaisquer dúvidas apresentam um risco para a estabilidade do zona
euro".
Aliás, de acordo com os mesmos analistas, um dos motivos porque os mercados podem voltar a ficar agitados em 2011 tem a ver com o cepeticismo dos investidores quanto à capacidade do fundo de resgate, orçado em cerca de 750 mil milhões de euros, de acudir aos países em dificuldades.
Apesar de a Espanha não dever de precisar de recorrer à ajuda externa, o país precisará de "financiar 21% da sua dívida pública em 2011 além de ter de suportar um défice orçamental de 7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Quanto à medida do Banco Central Europeu (BCE) de compra de dívida pública, a Economist Intelligence Unit considera que a entidade liderada por Jean-Claude Trichet entrou num "território politicamente controverso" em que será difícil "dar um passo atrás".
Num ano de fortes medidas de austeridade para reduzir o défice orçamental - que em Portugal deverá ficar-se nos 4,6% depois de hoje o Governo ter garantido que a meta de 7,3% em 2010 vai mesmo ser alcançada - a unidade de análise económica da revista Economist prevê que haja "impactos negativos na estabilidade social e política", em especial na Grécia mas também na Irlanda.
Nos outros países, os protestos serão mais brandos, tal como em Portugal, onde os cidadãos já têm vindo a viver com "longos períodos de austeridade e de fraco crescimento económico".
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