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Sócrates insiste que Portugal vai conseguir sobreviver sem a ajuda internacional.
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Sondagem do Financial Mirror diz que o Governo português deve pedir entre 45 e 60 milhões à União Europeia e ao FMI antes do final do ano.
A maioria dos economistas sondados pelo site económico "FinancialMirror.com" considera que o recurso de Portugal ao fundo de resgate europeu é uma questão de tempo. Alguns peritos dizem mesmo que o pedido de ajuda deverá ocorrer ainda antes do final do ano, caso o Governo português seja pressionado a recorrer a ajuda internacional para evitar o efeito de contágio da crise de dívida soberana a Espanha.
"É muito provável que solicitem um resgate, talvez antes do Natal, dependendo dos desenvolvimentos nos mercados durante os próximos dias", afirmou Juergen Michels, economista do Citigroup, citado pelo FinancialMirror.com.
Caso seja necessário, Portugal, tal como aconteceu com a Grécia e a Irlanda, deverá recorrer a um pacote de empréstimos a três anos, com uma taxa de juro semelhante ao caso irlandês, de entre 5,7% e 6%, sustentam os economistas e fontes comunitárias.
Ainda assim, um pedido de resgate por parte do Governo de José Sócrates parece hoje menos urgente, uma vez que o juro da dívida pública nacional a dez anos está a aliviar para 6,104%, depois do BCE ter voltado ao mercado para comprar títulos de dívida do Tesouro português.
Fontes comunitárias garantem que não existem ainda conversações para um resgate a Portugal e consideram que as estimativas do mercado que apontam para ajudas de 60 mil milhões de euros parecem demasiado elevadas.
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