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Futebol

Portugal ficou a 11 metros da final do Europeu

Paulo Jorge Pereira  
27/06/12 22:29


A selecção nacional criou muitos problemas à Espanha durante os 90 minutos. O adversário superiorizou-se nos penalties e volta à final.

Portugal ficou a 11 metros da final do Campeonato da Europa, perdendo a meia-final de ontem, em Donetsk, no desempate por pontapés da marca de grande penalidade (2-4). Ronaldo nem chegou a tentar bater Casillas, porque João Moutinho e Bruno Alves, dois dos melhores durante os 120 minutos de jogo, falharam as suas oportunidades.

Paulo Bento foi coerente nas opções, Del Bosque resolveu mudar, procurando surpreender com a colocação de Alvaro Negredo entre os centrais protugueses quando se esperava que o escolhido continuasse a ser Cesc Fàbregas. Nos primeiros minutos, a Espanha teve mais bola, Portugal rondou a baliza num canto de Miguel Veloso. Conforme prometera Bento, a selecção nacional limitou espaços e, depois de um remate perigoso de Arbeloa, os espanhóis começaram a errar passes. Pepe e Bruno Alves mostravam rigor e cortes precisos, Moutinho e Meireles cumpriam a missão de recuperadores, Coentrão e Ronaldo combinavam bem na esquerda. À meia hora, Ronaldo tentou de fora da área com o pé esquerdo, depois de Iniesta atirar colocado sobre a barra.

A segurança estrutural portuguesa causava dificuldades aos campeões europeus e mundiais. E nem alguns erros do árbitro turco Cüneit Çakir, interrompendo o jogo sem cuidar da lei da vantagem ou assinalando pequenas faltas inexistentes, serviram para incomodar a personalidade da equipa em campo. Faltava um golo à selecção e a Espanha estava incapaz de encantar quando chegou o intervalo.

Del Bosque a corrigir

Portugal regressou ao jogo como saíra para a pausa - sereno, ambicioso, mais veloz nas acções sobre a bola, causando consecutivos curto-circuitos na máquina espanhola. A acentuar a ideia de que a fórmula escolhida não fora a ideal, Vicente del Bosque foi o primeiro a mudar, trocando o inofensivo Negredo por Fàbregas.

A selecção portuguesa manteve a atitude, não deixando de tentar rápidas investidas - foi a altura para Hugo Almeida se mostrar em dois pontapés que falharam o alvo. Moutinho desmultiplicava-se em recuperações no centro do campo, Del Bosque voltava a agir para substituir David Silva por Jesus Navas e ganhar profundidade do lado direito. Com estas diferenças, a selecção espanhola ganhou algum ascendente no jogo, beneficiando de passes errados de Miguel Veloso e Raul Meireles para causar perigo.

À entrada para o último quarto-de-hora adensava-se a emoção. Um lance que Çakir considerou faltoso de Buquets sobre Ronaldo deu ao capitão a oportunidade de tentar um 'tomahawk', mas a bola sobrevoou a baliza de Iker Casillas. Outras duas tentativas do género, a derradeira a 26 metros do alvo, tiveram idêntico destino.

A 10 minutos do final, Paulo Bento lançou Nélson Oliveira no encontro (saiu Hugo Almeida), a resposta do banco espanhol surgiu com a troca entre Xavi e Pedro, mas a iniciativa que esteve mais próxima do golo foi um contra-ataque conduzido por Raul Meireles e finalizado por Cristiano Ronaldo. O problema foi o mesmo de antes - ausência de pontaria.

Prolongamento diferente

Na meia hora suplementar, a Espanha mostrou-se mais agressiva, conquistando espaços importantes nas imediações da área. No melhor lance do ataque espanhol, Iniesta apareceu livre na área, lembrou-se do seu golo que decidira o Mundial frente à Holanda em 2010, mas Rui Patrício teve classe suficiente para se opor com excelente intervenção.

Na segunda parte do prolongamento, Bento fez entrar Custódio e Varela, mas a Espanha tornou a ser mais perigosa num remate de Navas que Patrício defendeu com mestria. Seguiram-se os penalties - Xabi Alonso permitiu a defesa de Patrício, Moutinho fez o mesmo com Casillas, Iniesta marcou, Pepe igualou, Piqué apontou o 2-1, Nani conseguiu o 2-2, Se

Na segunda parte do prolongamento, Bento fez entrar Custódio e Varela, mas a Espanha tornou a ser mais perigosa num remate de Navas que Patrício defendeu com mestria. Seguiram-se os penalties - Xabi Alonso permitiu a defesa de Patrício, Moutinho fez o mesmo com Casillas, Iniesta marcou, Pepe igualou, Piqué apontou o 2-1, Nani conseguiu o 2-2, Sergio Ramos chegou ao 3-2 em habilidade, Bruno Alves acertou na barra e Fábregas, com a ajuda do poste direito, resolveu a meia-final.





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