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Os dados do INE mantêm a estimativa de 4,6% para este ano.
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Há 7 anos que Portugal tem um défice acima de 3%. Este ano será mais um.
Desde 2004 que Portugal fura todos os anos o limite de 3% para o défice orçamental imposto por Bruxelas. O reporte do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgado hoje reviu os défices orçamentais desde 2007 em alta, mostrando que o último período de esforço de consolidação atravessado pela economia - no primeiro Governo de José Sócrates - não foi o suficiente para cumprir as regras comunitárias.
A correcção às contas - que em 2007 já tinham sido dadas como fechadas - ficou a dever-se à inclusão de três empresas públicas do sector dos transportes no perímetro de consolidação. Isto quer dizer que os défices destas empresas passaram a contar para o valor total do défice das administrações públicas. São elas a Refer, o metropolitano de Lisboa e o metro do Porto. Em 2007 foram acrescentados 0,4 pontos ao défice e nos anos seguintes, 0,5 pontos em cada um.
Os dados de 2011 continuam, ainda assim, a manter a mesma previsão de défice orçamental (4,6%). Este valor é previsto e é da responsabilidade do Ministério das Finanças.
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