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Kenneth Rogoff, professor em Harvard e antigo economista chefe do FMI, considera que nos próximos dois a três anos haverá pelo menos mais um país da zona euro a pedir auxílio financeiro.
"É mais provável que o FMI ajude pelo menos mais um país da zona euro, nos próximos dois a três anos, do que o contrário", afirmou Kenneth Rogoff durante uma entrevista telefónica à agência Bloomberg, considerando assim que Atenas não será a última a precisar de ajuda externa para resolver a crise interna. A probabilidade de isso acontecer, avança, "é superior a 50-50".
"Não diria que [Irlanda, Espanha e Portugal] precisam da ajuda do FMI, mas é uma possibilidade. É difícil dizer e depende sobretudo da vontade política e dos números", afirmou.
Considerando que Irlanda, Espanha e Portugal estão "visivelmente vulneráveis", o antigo economista chefe do FMI sublinha serem precisos "cortes profundos nos orçamentos de vários países europeus".
Para Rogoff, que previu em 2008 a falência de bancos norte-americanos antes do colapso do Lehman Brothers, os políticos europeus apostam na retoma económica para resolver o problema do endividamento. No entanto, alerta, "será muito difícil ver uma retoma económica sustentada na Europa".
As declarações do professor da Universidade de Harvard surgem num dia em que os mercados de dívida dão novos sinais de nervosismo. O ‘spread' das obrigações do Tesouro português a 10 anos face às ‘bund' alemãs comparáveis superou hoje a barreira dos 200 pontos.
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