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Paulo Portas demarcou-se hoje da proposta alemã de colocar a Grécia sob controlo orçamental da União Europeia.
"Sem entrar em especulações, parece-me que há melhores formas de os credores verem satisfeitos os seus créditos e de os devedores cumprirem as suas obrigações", respondeu Paulo Portas a uma pergunta sobre a proposta alemã.
O ministro fez esta declaração numa conferência de imprensa em Lisboa, após um encontro com o chefe da diplomacia peruana, Rafael Roncagliolo.
A proposta, noticiada no sábado pelo jornal Financial Times, defendia que a Grécia ficasse sob tutela de "um comissário europeu para questões orçamentais" como condição prévia para a obtenção de um segundo programa de empréstimo de 130 mil milhões de euros.
O comissário sugerido seria nomeado pelos ministros das Finanças da zona euro com a missão de garantir o controlo orçamental do governo grego e com o direito de vetar decisões que não respeitassem os compromissos assumidos em relação aos credores.
O governo alemão confirmou mais tarde a existência de propostas para nomear um comissário europeu que controle o orçamento da Grécia, sublinhando que os respectivos debates "estão ainda a um nível de trabalho abstracto", no âmbito do Eurogrupo.
"Trata-se de exercer um maior controlo e uma maior supervisão orçamental" sobre a aplicação dos programas de ajustamento negociados por Atenas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca do empréstimo de 110 mil milhões de euros concedido em 2010, afirmou o porta-voz do Ministério das Finanças alemão, Martin Kotthaus.
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