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BCE pode aceitar perdas na reestruturação da dívida grega.
O Banco Central Europeu está sobre forte pressão para abdicar de lucros esperados com a compra de títulos soberanos gregos dos últimos anos, um recuo que pode reduzir a dívida grega até 11 mil milhões de euros, segundo cálculos técnicos citados pelo Wall Street Journal. Portugal é um dos grandes beneficiários deste eventual recuo do BCE, se a decisão se confirmar e fizer jurisprudência, resultando também numa redução efectiva da dívida soberana do País, actualmente detida no BCE. As autoridades portuguesas estão "a seguir o assunto com atenção", apurou o Diário Económico. Segundo cálculos do Think Tank Bruegel, o BCE detinha até 2011 cerca de 11,2 mil milhões de euros de dívida portuguesa.
Por enquanto é o caso da Grécia que está sobre a mesa. Estima-se que o BCE tenha cerca de 40 mil milhões de dívida grega em seu poder. O acordo iminente na Grécia com o sector privado implica um perdão de 50% (mais juros) do valor facial dos títulos soberanos, o que não é suficiente para garantir a sustentabilidade da dívida grega, actualmente em 160%. Está longe de ser esse o grau de contribuição do BCE. Pressionado por várias capitais, Bruxelas e pelo FMI, o BCE está a ponderar um esquema de troca de títulos com as autoridades gregas, usando o Fundo de resgate (FEEF) como intermédio, segundo noticiou ontem o Wall Street Journal.
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