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O líder do CDS-PP marcou um debate de urgência para amanhã sobre a situação da dívida portuguesa, e disse "manter disponibilidade" para o diálogo, excluindo qualquer aumento de impostos.
"O CDS marcará para amanhã um debate de actualidade, um debate de urgência, para firmar bem o nosso patriotismo quando há um ataque externo à dívida pública portuguesa", afirmou Paulo Portas, em conferência de imprensa na sede do CDS-PP.
Questionado pelos jornalistas, Portas disse "ver com naturalidade" o encontro entre o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e o primeiro-ministro, José Sócrates, que visa debater medidas de combate ao ataque especulativo de que a dívida portuguesa está a ser alvo.
"Vejo com naturalidade porque o PS apresentou o PEC e o PSD viabilizou o PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento]", disse, recusando fazer mais comentários.
Questionado sobre se também vai pedir um encontro com o primeiro-ministro sobre o tema, Paulo Portas indicou que vai optar por outro caminho.
"O CDS tem sentido de responsabilidade, vai propor iniciativas. A nossa disponibilidade sempre foi afirmada. A nossa divergência com o PEC é que não acreditamos em aumentos de impostos", afirmou, demarcando desde já o seu partido de qualquer medida que seja proposta nesse sentido.
Rejeitando "alinhar em comportamentos de pânico", Paulo Portas disse assumir uma posição de "patriotismo financeiro e social" perante "um ataque à dívida pública portuguesa que acrescenta dificuldades" mas frisou que o Governo não pode ser isento das suas responsabilidades.
"O Governo é responsável por ter enganado os portugueses na campanha eleitoral quanto ao nível do défice, da despesa e do desemprego", criticou.
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