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Tal como se previa, a introdução de portagens nas SCUT não será nada pacífica. O ministro das Obras Públicas fala hoje às 18h.
Fonte das Comissões de Utentes Contra as Portagens nas auto-estradas A23 (Guarda/Torres Novas) e A25 (Vilar Formoso/Aveiro) disse que estão a acompanhar de perto a situação no país, admitindo avançar com protestos, caso a medida do Governo também contemple as duas vias.
"Os elementos que constituem as Comissões de Utentes reuniram há cerca de um ano e têm andado a discutir a possibilidade de por em marcha novas formas de luta, como tem estado a acontecer em outros locais, para contrariar a aplicação de taxas" naquelas duas SCUT, disse Honorato Robalo.
Já o porta-voz do movimento "Naturalmente, não às portagens na A28", Jorge Passos, classificou hoje de "ataque feroz" aos cidadãos e empresas da região o valor de 4,05 euros que será cobrado na SCUT do Norte Litoral.
"É um ataque feroz por parte do Governo a esta região, que vai ficar completamente estrangulada, e o poder político local, desde autarcas a deputados, tem, definitivamente e sem tibiezas, de levantar a sua voz", disse Jorge Passos.
As câmaras de sete dos concelhos atravessados pelas A41 e A42 já decidiram entretanto apresentar uma providência cautelar no Supremo Tribunal Administrativo contra a aplicação de portagens nas até agora auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT).
A decisão foi tomada hoje, numa reunião em que participaram os presidentes das seis câmaras do Vale do Sousa - Penafiel, Paredes, Lousada, Felgueiras, Castelo de Paiva e Paços de Ferreira - e da Maia.
"Infelizmente, não nos resta outra alternativa que não seja tentar travar este processo através desta via judicial", afirmou Alberto Santos, que preside à Associação de Municípios do Vale do Sousa.
O PCP vai requerer hoje a apreciação parlamentar da legislação que introduz e define os novos preços para as SCUT no norte do país, defendendo que "há a possibilidade de parar o processo" no Parlamento.
O deputado do PCP, Jorge Machado, considerou que travar a cobrança de portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador depende apenas de os partidos serem coerentes no Parlamento com "as posições que têm vindo a assumir".
"Há possibilidade na Assembleia da República de parar este processo, que é uma injustiça e um erro", declarou.
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