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Sondagem Marktest

Popularidade de Passos Coelho dispara mesmo entre os socialistas

Francisco Teixeira  
29/05/10 00:05

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O barómetro de Maio da Marktest para o Diário Económico e TSF mostra que Passos tornou-se no líder partidário mais popular.

Sempre que foi às urnas como cabeça de cartaz (candidato à Câmara da Amadora), Pedro Passos Coelho saiu derrotado. Agora como líder da oposição tem razões para sentir que as coisas mudaram: para além do PSD liderar as intenções de voto estando à beira da maioria absoluta, segundo o barómetro de Maio da Marktest, Passos tornou-se no líder partidário mais popular com uma subida de 17 pontos face ao mês de Abril - 49% dos portugueses dizem ter do líder do PSD uma imagem positiva.

Mas há mais: de acordo com o índice de imagem da Marktest (uma fórmula que elimina o desvio provocado pela notoriedade dos políticos), pela primeira vez, um líder partidário supera o resultado do Presidente da República: Passos registou 50,7 enquanto Cavaco se ficou pelo 50,2. "Quando Passos Coelho foi eleito tinha um problema grave: não era visto como um homem de Estado, não tinha experiência governativa. Ao caucionar o plano de austeridade tornou-se num estadista", diz Pedro Adão e Silva. Na prática, acrescenta o sociólogo, Passos "está a recolher a parte boa do acordo que fez com Sócrates, sem ter a má - a de ser responsabilizado pelas medidas difíceis".

Mas até entre os socialistas a popularidade de Passos merece ser sublinhada. Se, em Abril, apenas 36% dos votantes PS inquiridos pela Marktest tinham uma imagem positiva do líder do PSD, em Maio, esse valor disparou para 64%. José Sócrates, por exemplo, entre os votantes do seu partido regista 71% de opiniões positivas. Por outro lado, isoladas as opiniões negativas encontramos 19% de socialistas a dizerem ter de Sócrates uma imagem negativa e apenas 12% a terem a mesma opinião do "adversário", Passos Coelho.

A acompanhar o bom momento de Passos Coelho está Paulo Portas que também aumentou os seus índices de popularidade (passou de 40% de opiniões positivas para 43%), depois de ter ficado de fora da fotografia que assinalou a aprovação de um plano de austeridade.

 





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