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O secretário-geral do PSD reagiu assim às críticas do PS e alertou que os políticos devem dar uma melhor imagem.
"A política não pode baixar de nível mesmo que o desespero o justifique. É altura do PS regressar à tranquilidade e naturalidade que a vida pública exige a um partido que alinda tem responsabilidades de governo", afirmou hoje o dirigente do PS, em Navacerra, Espanha.
"A vida pública tem que manter um certo nível de educação e de equilíbrio em que os responsáveis públicos devem medir as palavras", avançou o mesmo responsável.
Miguel Relvas reagia assim a declarações de Vitalino Canas, do PS, que acusou hoje o líder do PSD de ter feito declarações de elevada gravidade em Madrid, ajoelhando-se aos interesses de uma empresa espanhola, a Telefónica, contra o interesse nacional através da PT.
"É grave que o presidente do PSD, em vez de ter procurado em Madrid coordenar respostas contra a crise, tenha antes procurado salvaguardar os interesses de uma empresa espanhola contra os interesses de Portugal".
Vitalino Canas disse mesmo que Pedro Passos Coelho, em Madrid, "ajoelhou-se aos interesses de uma empresa espanhola contra o interesse nacional".
"Quem tem um cargo público tem a responsabilidade perante os portugueses de manter uma atitude de equilíbrio e de diálogo entre todos os que estão na vida pública, mesmo que o desespero vá tentando justificar situações que espero pontuais e não passar de epifenómenos, com protagonistas que gostam de aparecer e de mostrar excesso de zelo", disse.
Questionado sobre se considera que o PS está desesperado, Miguel Relvas afirmou que "está a passar-se um limite no debate da vida pública que não é aceitável".
"Não é bom para a democracia nem para a imagem dos políticos, que têm a responsabilidade de ser um exemplo. Não são bons exemplos que estamos a dar à sociedade portuguesa", afirmou.
Os comentários de Vitalino Canas tinham surgido depois do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ter em Madrid advogado que, "quando o Estado quiser numa empresa portuguesa decidir o que é estratégico nessa empresa, detém a maioria do capital dessa empresa".
"Se o Estado quiser mandar na PT, na Galp, ou na EDP, deve ter mais de 50% do capital e aí decide como accionista. Se decidiu privatizar a PT, e foi um governo socialista que o fez, do nosso ponto de vista não deve ficar com 'golden shares'", acrescentou o líder social- democrata.
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