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Plano de recapitalização do BCP prevê recurso ao Estado

Tiago Freire   com Maria Ana Barroso
03/02/12 17:22

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Plano de capitalização prevê aumento de capital com preferência para actuais accionistas e a utilização de dinheiros públicos.

O BCP vai mesmo recorrer a dinheiros públicos para se recapitalizar, estando esta via prevista no plano que entregou ao Banco de Portugal, a 20 de Janeiro. O capital do BCP será fortalecido por duas vias: um aumento de capital com preferência para accionistas actuais e a entrada do Estado. De acordo com um comunicado divulgado esta tarde, que não fala em valores, o aumento de capital será primordialmente destinado aos "accionistas privados", mas o banco acrescenta que "para além do concurso dos actuais accionistas, o Banco Comercial Português tem recebido manifestações que lhe permitem contar com a participação de investidores de referência em futuro aumento do seu capital". O principal candidato para esta entrada é, tal como o Económico já havia anunciado, o China Development Bank.

Quanto à forma de entrada do Estado, nada é explicado. Em causa está a linha pública de capitalização dos bancos, de 12 mil milhões de euros, que pode tomar a forma de capital ou de instrumentos híbridos, que não representam, no imediato, uma posição accionista.

"Com a execução do Plano de Capital apresentado, será reforçada a solidez financeira do Banco Comercial Português, enquanto alicerce de um projecto estratégico envolvendo o Banco, os seus accionistas e demais stakeholders, que reforçará a posição do Banco Comercial Português como instituição financeira de referência no mercado nacional e internacional", acrescenta o documento.

Sonangol deve reforçar

"O plano de recapitalização entregue ao Banco de Portugal prevê o recurso a capitais privados. Mais do que um accionista de referência vai acompanhar esse aumento de capital. Um deles quererá mesmo reforçar a sua posição", disse hoje Carlos Santos Ferreira em conferência de imprensa, referindo-se muito provavelmente à Sonangol, que controla hoje cerca de 12% do capital.

O gestor, que vai abandonar a liderança executiva do banco, reforçou também que "o plano será baseado em capitais privados e financiado por capitais temporários [públicos".

 





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