Na discussão do programa de Governo, que termina hoje, Sócrates apresentou dois trunfos no combate à crise: flexibilização do subsídio de desemprego e o aumento das pensões.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem, no Parlamento, uma alteração ao subsídio de desemprego, que o torna mais acessível às pessoas que vierem a perder o emprego. A medida entra em vigor já em Janeiro e deverá beneficiar oito a dez mil futuros desempregados. A factura, segundo disse ao Diário Económico fonte do Ministério do Trabalho, será de 30 milhões de euros.
No primeiro debate enquanto chefe de um Governo minoritário, Sócrates manteve o seu estilo intocado e aproveitou o confronto directo com a oposição para lembrar que tem "toda a legitimidade" para governar de acordo com o seu programa, além de que foram os partidos da oposição que "auto-excluíram-se, deliberadamente", de qualquer contributo para o documento. No entanto, mostrou alguma cautela, ao deixar de ler no palanque o que tinha sublinhado a ‘bold' no discurso escrito: "quem governa é o Governo". De um lado e do outro do plenário, a crise pautou grande parte dos discursos e ninguém esqueceu que as grandes batalhas que se avizinham prendem-se sobretudo com o combate ao desemprego, as políticas sociais e o apoio à economia.

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no seu discurso de hoje Sócrates disse o seguinte: " redução de pensões seria inaceitável" então em 2006 e 2007 era aceitável? é que nesses dois anos Sócrates reduziu o valor das pensões, ou será que como tinha maioria absoluta se achava no direito de ir ao bolso dos pensionistas como efectivamente foi? tanto em 2006 como em 2007?
os aumentos são ridiculos, a tal ponto que o gverno anda literalmente a brincar com as pessoas a quem o dinheiro faz muita falta.
Como a minha pensão é de dois mil euros ,pertenço já às classes privilegiadas.Do Partido da Sucata ,só espero aumento de impostos
Decorreu ontem bem "quentinho" o primeiro dia dos dois previstos para a discussão do Programa do Governo.
Apesar do tom, por vezes, quase exaltado de algumas intervenções, adivinha-se, subjacente e a confirmar o que se esperava, que a Oposição, no seu geral, irá tentar obter o máximo de dividendos, por via da representação relativa dos deputados do PS na AR, sem, todavia, pôr sequer a hipótese de subscrever uma moção de rejeição.
Mais sentido de responsabilidade, face à situação do País ?
Receio de abrir uma caixa de Pandora, que, depois, se viraria contra os próprios que o ousassem fazer ?
Seria reconfortante supor a primeira hipótese, mas o realismo e a aritmética dos interessesinhos curtos e rasteiros e dos umbigos de cada um aponta, inequivocamente, para a segunda ...
Nas intervenções ocorridas, Paulo Portas foi igual a ele próprio.
A da bancada do PCP não desmereceu da toada a que sempre nos tem habituado.
O PS, com o seu novo líder de bancada, trouxe-nos um tom algo antipático e agressivo, no seu discurso eléctrico, embora incisivo e contundente. Francisco Assis deveria atender um pouco mais a uma coisa que se chama telepatia, visto que estes debates são transmitidos pelas televisões, mas é o seu estilo. Nada a fazer.
A intervenção de fundo do PSD foi um momento tétrico, lúgubre e repetitivo.
Na verdade, ao ouvir aquela personagem de fácies sombria e soturna, fiquei a saber que os direitos da tão afamada "cassette" passaram da Rua Soeiro Pereira Gomes para as bandas da Rua de S. Caetano.
Quanto ao representante do BE, o seu novo porta voz, foi mais do mesmo o que nos ofereceu, no âmbito daquele Partido.
Não surpreendeu o conteúdo do seu palavrório truculento e trauliteiro, feito de retórica vazia (*), previsível, irreal e mirífica, tipo "construção no ar e sem alicerces".
Se a nossa vida de todos os dias funcionasse com este tipo de palavreado atraente e oco, feito de blá-blá-blá demagógico, este José Manuel Pureza seria o melhor dos governantes e estaríamos no melhor dos mundos.
Uma sugestão : desça das nuvens, homem, poise os pés na terra firme e procure fazer passar as suas tiradas delirantes e "generosas" pelo crivo do bom senso e do raciocínio verdadeiramente crítico e inteligente e então poderá, eventualmente, trazer alguma coisa de útil à AR.
(*) - NÃO CONFUNDIR "RETÓRICA" COM "ELOQUÊNCIA", VISTO QUE ESTA É UM DOM NATURAL QUE SOMENTE POUCOS POSSUEM.
Sou "candidato" a uma pensão equivalente à de 1 general de 3 estrelas. Mas mensalmente fui sempre premiado com um "balúrdio" de descontos. Mas ficando sempre aquem das douradas pensões praticadas ali no BdP, CGD Deputados & afins !
Ainda há por aqui muita gente que pensa ser capaz de fazer omeletas sem ovos!