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Novas regras

Pensões sobem e subsídio de desemprego fica mais fácil em Janeiro

Cristina Oliveira Silva  
06/11/09 00:05


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Na discussão do programa de Governo, que termina hoje, Sócrates apresentou dois trunfos no combate à crise: flexibilização do subsídio de desemprego e o aumento das pensões.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem, no Parlamento, uma alteração ao subsídio de desemprego, que o torna mais acessível às pessoas que vierem a perder o emprego. A medida entra em vigor já em Janeiro e deverá beneficiar oito a dez mil futuros desempregados. A factura, segundo disse ao Diário Económico fonte do Ministério do Trabalho, será de 30 milhões de euros.

No primeiro debate enquanto chefe de um Governo minoritário, Sócrates manteve o seu estilo intocado e aproveitou o confronto directo com a oposição para lembrar que tem "toda a legitimidade" para governar de acordo com o seu programa, além de que foram os partidos da oposição que "auto-excluíram-se, deliberadamente", de qualquer contributo para o documento. No entanto, mostrou alguma cautela, ao deixar de ler no palanque o que tinha sublinhado a ‘bold' no discurso escrito: "quem governa é o Governo". De um lado e do outro do plenário, a crise pautou grande parte dos discursos e ninguém esqueceu que as grandes batalhas que se avizinham prendem-se sobretudo com o combate ao desemprego, as políticas sociais e o apoio à economia.


Comentários

péricles, centro | 06/11/09 00:57
no seu discurso de hoje Sócrates disse o seguinte: " redução de pensões seria inaceitável" então em 2006 e 2007 era aceitável? é que nesses dois anos Sócrates reduziu o valor das pensões, ou será que como tinha maioria absoluta se achava no direito de ir ao bolso dos pensionistas como efectivamente foi? tanto em 2006 como em 2007?


pedro, | 06/11/09 08:51
os aumentos são ridiculos, a tal ponto que o gverno anda literalmente a brincar com as pessoas a quem o dinheiro faz muita falta.


vg, | 06/11/09 10:50
Como a minha pensão é de dois mil euros ,pertenço já às classes privilegiadas.Do Partido da Sucata ,só espero aumento de impostos


Tomás Pereira, | 06/11/09 10:52
Decorreu ontem bem "quentinho" o primeiro dia dos dois previstos para a discussão do Programa do Governo.
Apesar do tom, por vezes, quase exaltado de algumas intervenções, adivinha-se, subjacente e a confirmar o que se esperava, que a Oposição, no seu geral, irá tentar obter o máximo de dividendos, por via da representação relativa dos deputados do PS na AR, sem, todavia, pôr sequer a hipótese de subscrever uma moção de rejeição.
Mais sentido de responsabilidade, face à situação do País ?
Receio de abrir uma caixa de Pandora, que, depois, se viraria contra os próprios que o ousassem fazer ?
Seria reconfortante supor a primeira hipótese, mas o realismo e a aritmética dos interessesinhos curtos e rasteiros e dos umbigos de cada um aponta, inequivocamente, para a segunda ...
Nas intervenções ocorridas, Paulo Portas foi igual a ele próprio.
A da bancada do PCP não desmereceu da toada a que sempre nos tem habituado.
O PS, com o seu novo líder de bancada, trouxe-nos um tom algo antipático e agressivo, no seu discurso eléctrico, embora incisivo e contundente. Francisco Assis deveria atender um pouco mais a uma coisa que se chama telepatia, visto que estes debates são transmitidos pelas televisões, mas é o seu estilo. Nada a fazer.
A intervenção de fundo do PSD foi um momento tétrico, lúgubre e repetitivo.
Na verdade, ao ouvir aquela personagem de fácies sombria e soturna, fiquei a saber que os direitos da tão afamada "cassette" passaram da Rua Soeiro Pereira Gomes para as bandas da Rua de S. Caetano.
Quanto ao representante do BE, o seu novo porta voz, foi mais do mesmo o que nos ofereceu, no âmbito daquele Partido.
Não surpreendeu o conteúdo do seu palavrório truculento e trauliteiro, feito de retórica vazia (*), previsível, irreal e mirífica, tipo "construção no ar e sem alicerces".
Se a nossa vida de todos os dias funcionasse com este tipo de palavreado atraente e oco, feito de blá-blá-blá demagógico, este José Manuel Pureza seria o melhor dos governantes e estaríamos no melhor dos mundos.
Uma sugestão : desça das nuvens, homem, poise os pés na terra firme e procure fazer passar as suas tiradas delirantes e "generosas" pelo crivo do bom senso e do raciocínio verdadeiramente crítico e inteligente e então poderá, eventualmente, trazer alguma coisa de útil à AR.

(*) - NÃO CONFUNDIR "RETÓRICA" COM "ELOQUÊNCIA", VISTO QUE ESTA É UM DOM NATURAL QUE SOMENTE POUCOS POSSUEM.


NapoLeão, | 06/11/09 11:44
Sou "candidato" a uma pensão equivalente à de 1 general de 3 estrelas. Mas mensalmente fui sempre premiado com um "balúrdio" de descontos. Mas ficando sempre aquem das douradas pensões praticadas ali no BdP, CGD Deputados & afins !


Victor C, | 06/11/09 12:19
Ainda há por aqui muita gente que pensa ser capaz de fazer omeletas sem ovos!


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