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Na discussão do programa de Governo, que termina hoje, Sócrates apresentou dois trunfos no combate à crise: flexibilização do subsídio de desemprego e o aumento das pensões.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem, no Parlamento, uma alteração ao subsídio de desemprego, que o torna mais acessível às pessoas que vierem a perder o emprego. A medida entra em vigor já em Janeiro e deverá beneficiar oito a dez mil futuros desempregados. A factura, segundo disse ao Diário Económico fonte do Ministério do Trabalho, será de 30 milhões de euros.
No primeiro debate enquanto chefe de um Governo minoritário, Sócrates manteve o seu estilo intocado e aproveitou o confronto directo com a oposição para lembrar que tem "toda a legitimidade" para governar de acordo com o seu programa, além de que foram os partidos da oposição que "auto-excluíram-se, deliberadamente", de qualquer contributo para o documento. No entanto, mostrou alguma cautela, ao deixar de ler no palanque o que tinha sublinhado a ‘bold' no discurso escrito: "quem governa é o Governo". De um lado e do outro do plenário, a crise pautou grande parte dos discursos e ninguém esqueceu que as grandes batalhas que se avizinham prendem-se sobretudo com o combate ao desemprego, as políticas sociais e o apoio à economia.

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