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PCP admite apresentar moção de rejeição ao Programa

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, admitiu hoje a apresentação de uma moção de rejeição ao Programa do Governo.

PCP admite apresentar moção de rejeição ao Programa
Bernardino Soares considerou hoje que PCP pondera apresentar moção de rejeição ao Programa.

"É uma matéria que oportunamente vamos ponderar. O problema não se pode cingir ao debate da próxima quinta e sexta-feira", respondeu Bernardino Soares aos jornalistas, no Parlamento, quando questionado sobre a apresentação de uma moção de rejeição.

O líder da bancada comunista prometeu que "cada uma destas medidas merecerá um combate individualizado e a apresentação de alternativas", referindo que "isso far-se-á certamente no debate da próxima quinta e sexta feira, independentemente da apresentação ou não dessa moção, e certamente também nos dias que se seguirão com a apresentação das propostas do Governo e com a apresentação das alternativas do PCP".

"Este programa confirma a submissão deste Governo ao memorando que foi assinado com a 'troika' da União Europeia e do FMI, aliás também pelo PS, para além dos dois partidos que compõem a coligação de Governo", afirmou, sublinhando que "consegue ainda apresentar novas medidas negativas que não estavam nesse acordo".

O PCP destaca, "além de tudo o que já foi dito em relação à legislação laboral, a possibilidade do recurso indiscriminado ao trabalho temporário e a possibilidade não ser remunerado o trabalho suplementar, isto é, de as horas extra não serem pagas, serem meramente substituídas por dias de descanso à conveniência da entidade empregadoras".

"Surgem novas privatizações que não estavam referidas, como no caso do metro, da carris e dos STCP, no Porto. Surge ainda a possibilidade de privatizar centros de saúde, entregar a gestão de hospitais públicos para além dos que já estão entregues à gestão privada nas parcerias público-privadas, entregar outros hospitais públicos à gestão privada", acrescentou.