Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

05:13 | Quarta, 10 de Fevereiro 10
Entrevista

“Paz com professores vai sair muito cara ao país”

Bruno Proença e Madalena Queirós  
31/08/09 00:05


Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Maria de Lurdes Rodrigues diz que a oposição erra ao tentar “comprar a paz com os professores”.

Durante toda a entrevista, Maria de Lurdes Rodrigues manteve a determinação que lhe é reconhecida e que os opositores, nomeadamente os sindicatos, caracterizam de teimosia. A ministra da Educação fez o balanço do mandato e respondeu aos críticos dentro do PS. Quanto às promessas da oposição, avisa: "Estão a comprar a paz com os professores por um preço que o país não pode pagar".

O PSD já disse que se vencer as eleições vai deitar abaixo algumas das suas principais reformas...
Já vimos muitas coisas voltar atrás, com efeitos muito negativos para o país. Procurei conduzir a política educativa ao longo destes quatro anos valorizando e potenciando a herança que recebi. Podíamos simplesmente ter destruído a introdução dos exames no 9º ano, decidida pelo governo anterior. Mas considerámos que era muito importante não ter hesitações nessa matéria. Houve, nos últimos anos, decisões muito importantes de outros executivos que foram decisivas para algumas realizações deste mandato. Se a atitude for "vamos ver o que é que eu consigo destruir do que o meu antecessor fez", isso é muitíssimo negativo e certamente prejudica o sistema educativo que, ainda por cima, tem na memória muitos traços dessas hesitações. Procurei imprimir uma orientação de total respeito pelas heranças que recebi, colocar o interesse do país, dos jovens e das famílias acima de qualquer outro interesse e continuar o caminho daquilo que são grandes consensos.

 

 


Comentários

João Serra, Quarteira | 01/09/09 00:45
Vai sair muito cara ou muito caro?


A.Ferreira, Braga | 01/09/09 11:24
Muitas opiniões sobre o tema em apreço o que,aparentemente é bom! No entanto,volvidos 38 anos da introdução do Dec.Lei nº 5/71 de 01.03.1971,o famoso Dec.Lei que "matava definitivamente os ensinos técnico e liceais e criava o chamado "ensino unificado"(?!),que,ainda hoje,ninguém consegue explicar e que abriu a "porta do processo educativo"não ao seu desenvolvimento,mas à sua massificação em coisa nenhuma(...),quando,no centro da Europa,se insistia no modelo educativo existente até então e que subsiste,ainda hoje,com o reconhecido mérito,com as diferenciações após os 6 primeiros anos de escolaridade 6 de especialização na área pretendida ,mas pré determinada pelas necessidades do país respectivo,vem,agora,alguns acólitos pensantes do governo deste país,pomposamente,propor exactamente,o mesmo modelo existente no centro da Europa,desde o século XIX,ou seja, o modelo adaptado de John Dewey,o criador do Movimento da Escola Nova sob o lema "Learning by Doing" que não tem tradução directa,mas significa "aprender por meio do fazer".Se repararem,a proposta recentíssima de um acólito da Senhora Ministra,em plena "defesa" da mesma, propôs rigorosamente a reforma do citado John Dewey,mas,ainda com os soluços próprios da reserva portuguesa...! É,por demais evidente que,a falência do processo de ensino em Portugal se deve à não aproximação do modelo de ensino acima descrito e usado em todo o Mundo civilizado,Essse desvio,foi fatal para o desenvolvimento do mesmo.Se repararem,agora,pretendem,com o recentíssimo processo de fusão dos 2 modelos,excluídos em 1971,pelo então ministro Veiga Simão,promover os ditos ensinos,mas,nas extintas "grandes escolas do passado",com grandíssimas intervenções ao nível das instalações e tecnologias,contudo,mais uma vez,se esquecem,os governantes deste país que,o processo ensino aprendizagem,deve começar,no ensino pré.primário,daí que o futuro de qualquer processo ensino aprendizagem,deve incluir o todo e não as partes,pois é aí,precisamente,que os "diferentes actores do processo"devem interagir,no espaço e tempo,pelo período de 12 anos.Foi essa a mudança efectuada nos ensinos americano,alemão e da centro-europa,com a introduçao das famosas "Escolas Básicas Integradas",nas quais se promove a cidadania e as respectivas populações de qualquer Comunidade Educativa,interagem no "aprender por meio do fazer....aprendendo umas com as outras,numa camaradagem que,pelas regras impostas e combinadas entre todos,facilitam qualquer integração em sociedades futuras dentro da grande Sociedade Comunitária.Nessas Escolas,os próprios encarregados de educação,tem "assento próprio"e,pelo facto,colaboram e promovem,eles próprios a linguagem "borilada"do mundo real.Caros concidadãos,qualquer coisa se faz,por etapas.No entanto,nenhuma deve ser excluida,cometeram-se erros demasiado importantes,para que possamos perder mais tempo,no entanto,mais vale tarde do que nunca...! O que se está a fazer nas antigas instalações das principais escolas de referência nacional do tempo do "sono profundo",já é um bom sinal,embora um mau recomeço,pois "deixam-se"os primeiros anos de formação(6 anos ) alienados do natural serviço público à livre escolha,comprometendo-se,claramente,o espírito de conjunto do processo educativo.Contudo,num país inculto como o nosso,no qual,a Igreja,tem um papel muito importante,a todos os títulos(tem uma implantação nacional a nivel do ensino pré-primário,tem uma implantação nacional e nível da reinserção dos pequenos cidadãos com necessidades educativas especiais,tem práticamente o monopólio da reinserção social das famílias desestruturadas pelos mais variados motivos),talvez,seja o caminho mais fácil e prático para tentar apanhar "o combóio da Europa",nos próximos 80 anos (!).
Por fim e,como deixei dito a 31.08.2009,será,no mínimo justo,falar da clarividência do Professor Doutor José Augusto Seabra,o ministro da Educação que,mandou iniciar o Ensino Técnico-Profissional e as supra ditas Escolas Básicas Integradas que,embora em regime experimental,foram um retumbante sucessso e,talvez,por isso,fosse ostracizado e, em 1º lugar,enviado para a OCDE,tendo depois sido enviado para embaixador na Roménia e,finalmente para um país da América do Sul,aonde faleceu,triste e amargurado,pelo abandono a que fora votado.Certamente,o ministro da educação mais importante desde o 25.04.1974,com toda a certeza o que mais fêz,pelo processo educativo,já que,a maior lenda viva como ministro da educação,para mim,claro está,nunca o foi,pois o seu programa educativo para este país,foi "chumbado",na sua própria apresentação em pleno parlamento...!Essse Senhor chama-se Professor Doutor Vitorino Magalhães Godinho.
Tenhamos calma,vivemos num país muito bonito do qual gosto muito,mas no qual,sempre se "queimaram" os grandes,promovendo-se a mediocridade,para tentar chegar ao disfarce da média,mesmo que ,com tais exemplos,estejamos a desperdiçar o tempo,um precioso bem !


Maria Jose, Entroncamento | 01/09/09 17:11
A atitude prepotente deste governo deitou tudo a perder. A falta de análise eficaz da realidade do país, a ausência de diálogo com os intervenientes comprometeram a educação. Quem está dentro do meio é que consegue efectivamente perceber todo o erro que tem sido a avaliação, o estatuto da carreira com a distinção entre titular e não titular, o novo regime de faltas dos alunos, enfim...diáriamente, a realidade escolar é um iludir de toda a legislação imposta...é uma palhaçada, uma forma subtil de boicote. Deixá-los pensar que corre tudo bem! Afinal de contas eles é que mandam e até sabem da inviabilidade de tudo, mas a sua ambição do poder cega-os e infelizmente trará consequências trágicas para as futuras gerações.

A proposta da senhora Ferreira Leite para suspender este modelo faz todo o sentido. Avaliação, sim. Mas com uma perspectiva formadora e de consequente melhoramento de todo o sistema educativo(currículo, programas, organização de turmas, métodos de ensino etc), e justa( sem o tráfico de influências e interesses). Há tanta coisa a alterar que poderia fazer a diferença! Também a divisão da carreira é rídicula e injusta, pois acabou por premiar os caciques cheios de vícios, instalados, relutantes à mudança e severos críticos de quem quer fazer novo. Faça-se um estudo aprofundado e isento do que está mal, dialogue-se com quem sabe, dê-se formação com qualidade , com repercussão imediata no processo de ensino( e não mestrados que não servem para a realidade da escola, resumindo-se em meras teses teóricas a guardar na biblioteca), façam-se balanços das medidas que se tomam e responsabilizem-se os pais. Isto, entre muito mais. Agora, fantasias, senhora ministra, como dizem os garotos" caia na real!". Passe bem.


Joca, Pedrógão | 03/09/09 15:49
Parece-me impossivel que haja pais que não conseguem ver que a luta dos professores vai muito além da avaliação. É de lamentar! A maior parte dos docentes deste país também são pais. Como pai ou como docente ninguém quer que as crianças fiquem sem o desenvolvimento pleno das suas capacidades ... excepção clara para este governo ! É mais do que óbvio que o governo não tem interesse em governar um estado com pessoas inteligentes e capazes de intervir de uma forma célere pelo que quer que a escola trave esses desenvolvimento. O resultado surgirá a longo prazo. Muitos serão os que obterão cursos superiores sem saberem mais do que o nível básico. A sociedade pagará a factura... e bem cara ... Os nossos filhos terão de sair do país para não sofocarem. Os filhos desses governantes não frequentam a escola pública. Já se questionaram porquê? Porque os colégios tem um rigor que a escola pública não pode ter. De lá saem os que hão-de governar ou fugir do país... Pensem ! Não há oposição mas há que tomar uma posição clara!


FernandoPinto, Msia | 07/09/09 22:12
É triste!! É mesmo lamentável que não haja um único professor que defenda que merece ser avaliado. Só burocratas querem ganhar todos por igual, trabalhando na mediocridade, sem estimular a competência, nem a excelência!


vg, | 31/08/09 00:15
Ou seja,ela preferiu comprar a guerra e facilitar nos exames,para conseguir índices.Esta´denunciada a manobra!


filipe3x, | 31/08/09 01:24
Para mim, Maria de Lurdes Rodrigues foi uma das melhores Ministras da educação de sempre. Teve a coragem de fazer aquilo que mais ninguém quis fazer. Contra todos aqueles interesses instalados e contra populismos, Avançou com a MUITÍSSIMO necessária reforma no sistema educativo.

Eu sou aluno do ensino secundário e sei do que falo.

Não me venham com falinhas mansas de que ela é arrogante e teimosa.

Os teimosos aqui foram os sindicatos, que queriam que tudo ficasse na mesma, ou seja, um ensino mergulhado na mediocridade óbvia e nos péssimos resultados.
Foi à conta de senhores como Mário Nogueira que na tentativa de subir a todo o custo ao poleiro do PCP, fez de todos os professores uns "Arruaceiros".


jpg, v.n. de gaia | 31/08/09 02:11
Uma nódoa total. A pior ministra da Educação desde o 25 de Abril. (Antes do 25 de Abril, o ministro da Educação do regime "fascista" era o sr. Veiga Simão que logo depois foi escolhido pelo PS para ministro da Defesa do governo Guterres/Sócrates...)


Ze da Silva, | 31/08/09 05:56
Por exemplo..... o que, e quanto e que a D. Manuela esta disposta a "dar" ou a (nao) fazer para manter o "camarada " das nozes a volta da mesa?Porque uma coisa e um "piquenique" com "nozes" e outros fulioes, a "pala" de outros e.... outra muito diferente,e comprar-mos as nozes nos proprios..........


FT, | 31/08/09 08:17
Só por absoluta demagogia e populismo rasca, pode a Dr Ferreira Leite deitar por terra todo o trabalho que já foi feito, contra sindicatos que claramente não são deste sèculo e que levam a defesa dos interesses corporativos a níveis absolutamente impensáveis, cujos custos são pagos com os impostos de quem EFECTIVAMENTE trabalha.


Helena, Torres Vedras | 31/08/09 08:34
Caíu a máscara à senhora ministra da educação.É claro que esta guerra com os professores tem por detrás uma componente económica muito importante. Só nao entendo como é que o senhor primeiro ministro ainda não mandou calar esta criatura. Mandem-na para os nossos antípodas, ponham-lhe um adesivo na boca, sei lá, calem-na e façam-na desaparecer de qualquer actividade política, para sempre. Lancem um nome credível para a educação. assegurem que nem a D.Lurdes nem o Sr. Jorge Pedreira voltam a ter cargos na educação. O PS ainda não percebeu que estas criaturas foram verdadeiros catástrofes para este país? Que são verdadeiros carrascos para as suas aspirações eleitorais? Parece que há mais gente a pensar como eu. Leiam a entrevista de Edmundo Pedro.


Joca, Leiria | 31/08/09 08:53
Este (Des) Governo vai sair muito caro ao Pais..e aos contribuintes...
Esta senhora, depois de nao ser eleita em Setembro,( Ja agora, srs professores, esqueçam e votem PS), Vai ser "encaixada" onde? Galp, EDP, RTP,????Ou mandam-na pra Bruxelas?


Joaquim, Breagança | 31/08/09 08:54
Não tenho dúvidas que foi a melhor ministro da educação que tivemos pós 25 de Abril/74...


Moedas Duarte, | 31/08/09 09:03
A senhoa ministra já está a fazer contas ao que os outros vão fazer mas ainda não fez às suas. Quanto vai custar ao país a sua política que "atirou" para a rua com milhares de professores mais experientes e que ainda gostariam de continuar a trabalhar mais uns anos? Que se reformaram, muitos deles antes do tempo, aceitando penalizações financeiras, porque não puderam aturar as invenções delirantes daquela senhora. Como se viu depois, quando ela recuou e acabou por aceitar um sistema simplex, que é um híbrido abortado e que nem por isso recuperou os professores da profunda aversão que ela lhes suscitou.
Não deixa saudades, esta senhora!


Filipe, Lisboa | 31/08/09 09:10
Espero que não voltem a trás, os nossos filhos merecem novas oportunidades de ter professores de qualidade, somente os professores incompetentes têm medo de ser avaliados. Este ministério para mim têm um voto positivo ao trabalho desenvolvido, não hesitem em continuar que vão pelo caminho certo. Parabéns senhora ministra.


Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O DE reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

Publicidade

direita
Collapse

Económico Digital

Close
Económico Investidor