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Maria de Lurdes Rodrigues diz que a oposição erra ao tentar “comprar a paz com os professores”.
Durante toda a entrevista, Maria de Lurdes Rodrigues manteve a determinação que lhe é reconhecida e que os opositores, nomeadamente os sindicatos, caracterizam de teimosia. A ministra da Educação fez o balanço do mandato e respondeu aos críticos dentro do PS. Quanto às promessas da oposição, avisa: "Estão a comprar a paz com os professores por um preço que o país não pode pagar".
O PSD já disse que se vencer as eleições vai deitar abaixo algumas das suas principais reformas...
Já vimos muitas coisas voltar atrás, com efeitos muito negativos para o país. Procurei conduzir a política educativa ao longo destes quatro anos valorizando e potenciando a herança que recebi. Podíamos simplesmente ter destruído a introdução dos exames no 9º ano, decidida pelo governo anterior. Mas considerámos que era muito importante não ter hesitações nessa matéria. Houve, nos últimos anos, decisões muito importantes de outros executivos que foram decisivas para algumas realizações deste mandato. Se a atitude for "vamos ver o que é que eu consigo destruir do que o meu antecessor fez", isso é muitíssimo negativo e certamente prejudica o sistema educativo que, ainda por cima, tem na memória muitos traços dessas hesitações. Procurei imprimir uma orientação de total respeito pelas heranças que recebi, colocar o interesse do país, dos jovens e das famílias acima de qualquer outro interesse e continuar o caminho daquilo que são grandes consensos.

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Comentários (92)
É triste!! É mesmo lamentável que não haja um único professor que defenda que merece ser avaliado. Só burocratas querem ganhar todos por igual, trabalhando na mediocridade, sem estimular a competência, nem a excelência!
Parece-me impossivel que haja pais que não conseguem ver que a luta dos professores vai muito além da avaliação. É de lamentar! A maior parte dos docentes deste país também são pais. Como pai ou como docente ninguém quer que as crianças fiquem sem o desenvolvimento pleno das suas capacidades ... excepção clara para este governo ! É mais do que óbvio que o governo não tem interesse em governar um estado com pessoas inteligentes e capazes de intervir de uma forma célere pelo que quer que a escola trave esses desenvolvimento. O resultado surgirá a longo prazo. Muitos serão os que obterão cursos superiores sem saberem mais do que o nível básico. A sociedade pagará a factura... e bem cara ... Os nossos filhos terão de sair do país para não sofocarem. Os filhos desses governantes não frequentam a escola pública. Já se questionaram porquê? Porque os colégios tem um rigor que a escola pública não pode ter. De lá saem os que hão-de governar ou fugir do país... Pensem ! Não há oposição mas há que tomar uma posição clara!
A atitude prepotente deste governo deitou tudo a perder. A falta de análise eficaz da realidade do país, a ausência de diálogo com os intervenientes comprometeram a educação. Quem está dentro do meio é que consegue efectivamente perceber todo o erro que tem sido a avaliação, o estatuto da carreira com a distinção entre titular e não titular, o novo regime de faltas dos alunos, enfim...diáriamente, a realidade escolar é um iludir de toda a legislação imposta...é uma palhaçada, uma forma subtil de boicote. Deixá-los pensar que corre tudo bem! Afinal de contas eles é que mandam e até sabem da inviabilidade de tudo, mas a sua ambição do poder cega-os e infelizmente trará consequências trágicas para as futuras gerações.
A proposta da senhora Ferreira Leite para suspender este modelo faz todo o sentido. Avaliação, sim. Mas com uma perspectiva formadora e de consequente melhoramento de todo o sistema educativo(currículo, programas, organização de turmas, métodos de ensino etc), e justa( sem o tráfico de influências e interesses). Há tanta coisa a alterar que poderia fazer a diferença! Também a divisão da carreira é rídicula e injusta, pois acabou por premiar os caciques cheios de vícios, instalados, relutantes à mudança e severos críticos de quem quer fazer novo. Faça-se um estudo aprofundado e isento do que está mal, dialogue-se com quem sabe, dê-se formação com qualidade , com repercussão imediata no processo de ensino( e não mestrados que não servem para a realidade da escola, resumindo-se em meras teses teóricas a guardar na biblioteca), façam-se balanços das medidas que se tomam e responsabilizem-se os pais. Isto, entre muito mais. Agora, fantasias, senhora ministra, como dizem os garotos" caia na real!". Passe bem.
Muitas opiniões sobre o tema em apreço o que,aparentemente é bom! No entanto,volvidos 38 anos da introdução do Dec.Lei nº 5/71 de 01.03.1971,o famoso Dec.Lei que "matava definitivamente os ensinos técnico e liceais e criava o chamado "ensino unificado"(?!),que,ainda hoje,ninguém consegue explicar e que abriu a "porta do processo educativo"não ao seu desenvolvimento,mas à sua massificação em coisa nenhuma(...),quando,no centro da Europa,se insistia no modelo educativo existente até então e que subsiste,ainda hoje,com o reconhecido mérito,com as diferenciações após os 6 primeiros anos de escolaridade 6 de especialização na área pretendida ,mas pré determinada pelas necessidades do país respectivo,vem,agora,alguns acólitos pensantes do governo deste país,pomposamente,propor exactamente,o mesmo modelo existente no centro da Europa,desde o século XIX,ou seja, o modelo adaptado de John Dewey,o criador do Movimento da Escola Nova sob o lema "Learning by Doing" que não tem tradução directa,mas significa "aprender por meio do fazer".Se repararem,a proposta recentíssima de um acólito da Senhora Ministra,em plena "defesa" da mesma, propôs rigorosamente a reforma do citado John Dewey,mas,ainda com os soluços próprios da reserva portuguesa...! É,por demais evidente que,a falência do processo de ensino em Portugal se deve à não aproximação do modelo de ensino acima descrito e usado em todo o Mundo civilizado,Essse desvio,foi fatal para o desenvolvimento do mesmo.Se repararem,agora,pretendem,com o recentíssimo processo de fusão dos 2 modelos,excluídos em 1971,pelo então ministro Veiga Simão,promover os ditos ensinos,mas,nas extintas "grandes escolas do passado",com grandíssimas intervenções ao nível das instalações e tecnologias,contudo,mais uma vez,se esquecem,os governantes deste país que,o processo ensino aprendizagem,deve começar,no ensino pré.primário,daí que o futuro de qualquer processo ensino aprendizagem,deve incluir o todo e não as partes,pois é aí,precisamente,que os "diferentes actores do processo"devem interagir,no espaço e tempo,pelo período de 12 anos.Foi essa a mudança efectuada nos ensinos americano,alemão e da centro-europa,com a introduçao das famosas "Escolas Básicas Integradas",nas quais se promove a cidadania e as respectivas populações de qualquer Comunidade Educativa,interagem no "aprender por meio do fazer....aprendendo umas com as outras,numa camaradagem que,pelas regras impostas e combinadas entre todos,facilitam qualquer integração em sociedades futuras dentro da grande Sociedade Comunitária.Nessas Escolas,os próprios encarregados de educação,tem "assento próprio"e,pelo facto,colaboram e promovem,eles próprios a linguagem "borilada"do mundo real.Caros concidadãos,qualquer coisa se faz,por etapas.No entanto,nenhuma deve ser excluida,cometeram-se erros demasiado importantes,para que possamos perder mais tempo,no entanto,mais vale tarde do que nunca...! O que se está a fazer nas antigas instalações das principais escolas de referência nacional do tempo do "sono profundo",já é um bom sinal,embora um mau recomeço,pois "deixam-se"os primeiros anos de formação(6 anos ) alienados do natural serviço público à livre escolha,comprometendo-se,claramente,o espírito de conjunto do processo educativo.Contudo,num país inculto como o nosso,no qual,a Igreja,tem um papel muito importante,a todos os títulos(tem uma implantação nacional a nivel do ensino pré-primário,tem uma implantação nacional e nível da reinserção dos pequenos cidadãos com necessidades educativas especiais,tem práticamente o monopólio da reinserção social das famílias desestruturadas pelos mais variados motivos),talvez,seja o caminho mais fácil e prático para tentar apanhar "o combóio da Europa",nos próximos 80 anos (!).
Por fim e,como deixei dito a 31.08.2009,será,no mínimo justo,falar da clarividência do Professor Doutor José Augusto Seabra,o ministro da Educação que,mandou iniciar o Ensino Técnico-Profissional e as supra ditas Escolas Básicas Integradas que,embora em regime experimental,foram um retumbante sucessso e,talvez,por isso,fosse ostracizado e, em 1º lugar,enviado para a OCDE,tendo depois sido enviado para embaixador na Roménia e,finalmente para um país da América do Sul,aonde faleceu,triste e amargurado,pelo abandono a que fora votado.Certamente,o ministro da educação mais importante desde o 25.04.1974,com toda a certeza o que mais fêz,pelo processo educativo,já que,a maior lenda viva como ministro da educação,para mim,claro está,nunca o foi,pois o seu programa educativo para este país,foi "chumbado",na sua própria apresentação em pleno parlamento...!Essse Senhor chama-se Professor Doutor Vitorino Magalhães Godinho.
Tenhamos calma,vivemos num país muito bonito do qual gosto muito,mas no qual,sempre se "queimaram" os grandes,promovendo-se a mediocridade,para tentar chegar ao disfarce da média,mesmo que ,com tais exemplos,estejamos a desperdiçar o tempo,um precioso bem !
ainda hoje a falar com um professor sobre a avaliação,o memso disse-me : JÁ viste se um director da escola não gostar de mim da-me uma nota negativa e depois como é que fico? ...e eu estarrecido disse-lhe que a maioria dos portugueses enfrenta esse dilema diariamente . Ele retorquio mas eu sou professor....Isto significa que no nosso País existem dois tipos de pessoas os normais e os previligiados como são os professores e os funcionarios publicos em geral.
150000 professores? Por este andar o número vai ultrapassar os professores existentes! Só se quer dizer acompanhados pelos filhos, mães etc. Irresponsabilidade deste governo? Os professores não têm irresponsabilidade nenhuma em não quererem ser avaliados...são os maiores...santos!
e porque não o contrário? Os criticos da ministra é que confundem obstinação com determinação! É facil criticar (obstinadamente), quando não se quer ser sujeito a mudanças e reformas!
que há por aqui alguns e algumas que se insurgem quanto ao controlo da despesa na educação, criticando a ministra e o ministério.Estão mal habituados! Concerteza que devem pertencer à "classe" daqueles "professores" que pensam que como é o Estado a pagar podem fazer tudo e mais alguma coisa...meus senhores, claro está, que em qualquer país civilizado há controlo da despesa em todas as áreas e a educação e saúde não são excepção! Afinal o que pretendem? É o completo "regabofe", para suas excelências poderem "ensinar" o que querem a qualquer preço? Este controlo deveria partir dos ditos professores, se fossem conscientes e vocacionados para a profissão que estão a desempenhar! Afinal o que muitos não suportam é serem geridos e dependerem hierarquicamente, como em qualquer profissão! Consideram-se os maiores por "estatuto", que eles próprios criaram! Não querem ser avaliados nem querem hierarquias. Há boa maneira do Prec, o que pretendem é autogestão e autoavaliação!
Boa tarde.Em relação a Educação, penso que Portugal nunca teve uma verdadeira política de Educaçao como caminho para diferenciação, a aposta na educação como combate ao trabalho "escravo" nos países asiáticos, que hoje em dia se verifica.Podemos ter mais licenciados, mais pessoas com 12 anos de escolaridade, menos pessoas analfabetas, isso temos.Contudo vemos ainda pessoas que não utilizam a educação como ela deveria ser, em que da educação provem empreendorismo, saber fazer e não somente saber-saber, tenho licenciatura mas não é ela que habilitou-me a fazer aquilo que sei fazer, foi a práctica, e em quase 20 anos de escolaridade vi poucos docentes com a verdadeira paixão de ensinar.
Pelo lado dos docentes, também vi pessoas autenticamente deslocadas do seu meio habitacional, financeiramente desmotivadas e pessoalmente desmotivados.A educação ao par da saúde não deveria ter preço, é básica como país que somos e disso nunca deveriamos abdicar.Que haja sindicatos a tornar a educação melhor, concordo mas que dela faça cavalo de batalha serei contra, como por exemplo um aluno que conheço que nas ultimas semanas do ano lectivo andou a ter matéria a despachar(isto no ensino básico), se os professores querem ser respeitados devem respeitar, pelo menos os alunos(que já o fui).
Não importo de pagar uma educação cara por via de impostos, desde que ela seja com futuro e para o futuro e dada com cabeça, tronco e membros.
Considero esta ministra é uma pessoa com coragem e determinação para acabar com o regabofe que têm sido o ministério da educação todos nós sabemos que têm de haver muito mais rigor com os gastos abusivos para bem de toda a população caso contrário teremos uma educação mediocre e com um custo elevado.
Dá que pensar se todos nós tivessemos as excelentes condições que os professores gozam se o pais teria riquesa para suportar essas despesas.
Concordo com o Filipe3x...Não sou de nenhuma cor politica em particular, mas quem for honesto e vir bem as coisas, de forma séria e honesta, tira concerteza a conclusão de que os professores não têm razão absolutamente alguma no meio disto tudo...e agr vem a "bruxa" lá com a varinha mágica a dizer que não faz nada disso..o que é que ela vai fazer??qd esteve no governo psd tb afirmou que n iriam aumentar impostos e a 1ª coisa que fez foi aumentar logo o IVA de em dois pontos percentuais..
Os projectos da Maria de Lurdes acabaram por ficar todos na gaveta. A fantasia dos professores titulares estabelecida a partir de critérios que não foram testados veio criar muita injustiça e desinteresse por parte de muitos professores. As avaliações ficaram pelo simplex, os exames são uma fantochada . O Socrates vai perder a maioria absoluta e a Maria de Lurdes é uma das principais responsáveis. Neste Governo confundiu-se muitas vezes determinação com obstinação. O povo na sua sabedoria sabe distinguir uma e outra.
Caro Filipe, também eu sou estudante do secundário e também sei do que falo. Por isso resolvi adaptar a sua resposta para mim.
"Para mim, Maria de Lurdes Rodrigues foi a pior Ministra da Educação de sempre. Teve a ignobilidade de fazer aquilo que mais ninguém inteligente podia fazer.
Avançou com a MUITÍSSIMO nefasta e destrutiva reforma no sistema educativo.
Eu sou aluno do ensino secundário e sei do que falo.
Não me venham com falinhas mansas de que ela é arrogante e teimosa, porque isso não é novidade para ninguém, excepto para meia-dúzia de anti-iluminados, que acham que todos os que estão melhores que eles são ladrões ou labregos.
Os corajosos aqui foram os sindicatos, que lutaram pelos seus direitos, ou seja, um ensino mergulhado na veracidade e na justiça.
Foi à conta de senhores como Mário Nogueira que os professores conseguiram os progressos que a Educação necessitava"
Cara ao país saiu ela no pandemónio gerado nas escolas, no aumento da indisciplina, na total abolição da pouca autoridade institucional que sobrava aos professores, Cara saíu ela pelo nível de alunos que se foram (desen)formando, pela aberração do Estatuto do Aluno, tão bem utilizado pelos alunos faltosos e indisciplinados coniventemente com os pais dos mesmos.
Caro ao país saírá toda uma cultura de eduquês elevada ao expoente máximo, todo um discurso de subvalorização e desvalorização dos professores e dos alunos.
Caro ao país sairão os milhares de miúdos dos CEF´s, quando as entidades empregadoras descobrirem a filigrana de que foram feitos..
Uma ministra que se exprime nestes termos " paz com os professores" é uma burgessa que não tem, evidentemente, perfil, capacidade, skills, o trato necessário a ser ministro/a.
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