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Projecto "Correio da Manhã TV" tem parceria com o Meo.
Foi preciso passar perto de 10 anos e "muitos negócios falhados" para que o patrão da Cofina, Paulo Fernandes, conseguisse cumprir o sonho antigo de lançar um canal de televisão.
A "Correio da Manhã TV" nasce no primeiro trimestre de 2013 e integrará a grelha de pacotes base do serviço de subscrição de Cabo da PT, o MEO. Emitirá 24 horas por dia, a produção será nacional e terá um âmbito generalista.
"Há anos que a Cofina quer ter presença na TV. Somos líderes na geração de conteúdos e a CM TV irá ajudar-nos a alcançar o sucesso. Acredito que é possível acrescentar valor à oferta actual", disse hoje o presidente do grupo, na apresentação do projecto que contou ainda com a presença do presidente da PT, Zeinal Bava.
"Foi um período negocial difícil mas chegámos ao termo de uma negociação quando o MEO atinge também a liderança no serviço Triple Play e quando está a apostar em produção local e em português", afirmou.
O gestor assumiu que é leitor do título "Correio da Manhã" e que este é o primeiro "de muitos canais que a PT vai lançar". "Não duvido que vai ser um sucesso", rematou.
Octávio Ribeiro, director do "Correio da Manhã" e mentor do projecto, conduzirá as operações e garante que a grelha já está delineada, apesar de ser cedo para falar sobre a mesma.
O novo canal - cuja posição na grelha ainda não é conhecida - terá informação, entretenimento e vários formatos produzidos pelas equipas de outras publicações do grupo, como "Sábado", "Jornal de Negócios", "Record" ou "Vogue".
Por saber está quanto irá custar este projecto e por quantos anos esta parceria pertencerá em exclusivo ao Meo. Questionados, nenhum dos responsáveis quis comentar estes tópicos, alegando cláusulas de confidencialidade.
Dossier RTP
Paulo Fernandes não nega também que a conquista de novas valências no grupo poderá contribuir para um análise mais aprofundada do dossier RTP, que terá um canal para privatizar no final deste ano.
"Este canal é a valorização dos conteúdos da Cofina, em várias plataformas, será onde poremos em prática as sinergias para as quais formámos os nossos profissionais. A privatização da RTP é um dossier que não é conhecido, pelo que é muito prematuro tomar um decisão em relação a algo tão indefinido", avançou, admitindo, no entanto, que olhará para o caderno de encargos quando este for conhecido.
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