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A popularidade do primeiro-ministro disparou no último mês: caíram as opiniões negativas e subiram as positivas.
Os dados do barómetro da Marktest apanharam todos de surpresa, provavelmente, até o próprio primeiro-ministro. Entre Outubro e Novembro, a popularidade de Pedro Passos Coelho disparou, melhorando em 18 pontos percentuais: não só as opiniões negativas caíram de 46% para 37% como as opiniões positivas passaram de 36% para 46%, o que provocou uma melhoria no saldo de -10% para 8%.
Num mês marcado pela entrada do Orçamento do Estado no Parlamento e pela sua discussão na generalidade, Passos Coelho melhorou a sua imagem junto dos portugueses e tornou-se no mais popular protagonista político do país. Cavaco Silva, habitualmente o mais popular, melhorou a sua avaliação (o saldo passou de -11% para 6,6%) mas, ainda assim, ficou aquém dos 8 pontos positivos do primeiro-ministro.
"Surpresa" foi a expressão a que todos os comentadores recorreram. Viriato Soromenho Marques diz que a classificação do primeiro-ministro "desafia qualquer lógica" porque "no fundo, temos uma manifestação de apoio a um líder que fala sempre num tom muito simpático e autêntico mas que vai mudando muito de opinião". Ao contrário de Gaspar "que é uma rocha", diz Soromenho Marques, Passos Coelho "não está a vender aos portugueses o conteúdo do que diz mas a forma como o diz".
FICHA TÉCNICA
A sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF realizou-se nos dias 15 a 19 de Novembro para analisar as intenções de voto e a popularidade dos principais protagonistas políticos. O universo é a população de Portugal Continental com mais de 18 anos e que habite em residências com telefone fixo. A amostra, constituída por um total de 804 inquiridos, foi estratificada por regiões: 157 Grande Lisboa, 90 Grande Porto, 129 Litoral Centro, 157 Litoral Norte, 180 Interior Norte e 91 no Sul; 424 a mulheres e 380 a homens. 255 a indivíduos dos 18 aos 34 anos, 275 dos 35 aos 54 e 274 a mais de 54 anos. A escolha dos lares foi aleatória. Intervalo de confiança de 95%, e margem de erro de 3,46%. Indecisos redistribuídos de forma proporcional aos que declararam sentido de voto. Taxa de resposta 22,6%.VotoBranco/Outros 10,2%, Não voto 11%, Não sabe 23,1%, Não responde 9%.
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