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O PSD permitiu a aprovação da adaptação dos cortes salariais ao sector empresarial do Estado.
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Passos Coelho prometeu estar atento à adaptação dos cortes salariais ao sector empresarial do Estado.
Questionado pelos jornalistas, à chegada a uma sessão de apresentação do livro "Uma democracia sustentável", do eurodeputado social-democrata Paulo Rangel, em Lisboa, o presidente do PSD discordou que esteja em causa "um regime de excepção" para as
empresas com participação do Estado.
Passos Coelho escusou-se a comentar as declarações do ex-vice-presidente do PSD e presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, que qualificou de "pouca vergonha" e "incompetência" a alteração ao Orçamento do Estado para 2011 que permite ao sector
empresarial do Estado aplicar "com adaptações" os cortes salariais impostos aos funcionários públicos.
Esta alteração foi aprovada no Parlamento com os votos favoráveis do PS e a abstenção do PSD na terça-feira e nessa noite Pedro Passos Coelho considerou "correcto que exista um regime de contenção da despesa adaptado à circunstância de as empresas estarem no mercado".
Hoje, Pedro Passos Coelho começou por ressalvar que não acredita que exista "nenhum regime de excepção" para o sector empresarial do Estado quanto aos cortes salariais.
"O facto de o Governo ter indicado que queria adaptar as condições da função pública às empresas participadas pelo Estado merecerá, da parte de todos os partidos e da sociedade portuguesa, uma maior atenção, como é evidente", disse.
"Os sacrifícios vão ter de ser distribuídos por todos e eu espero que seja isso que vá acontecer quando o Governo apresentar o sistema adaptado às empresas públicas", acrescentou.
O presidente do PSD reforçou esta ideia, dizendo que "é importante que o Governo saiba que o país espera que haja rigor e que haja justiça na aplicação desses critérios que se aplicam aos funcionários e que têm de ser adaptados às empresas públicas, às
empresas municipais e ao sector empresarial do Estado".
"É isso que eu espero que aconteça", sublinhou.
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