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Nos primeiros 100 dias de mandato a popularidade do primeiro-ministro disparou, a do Presidente caiu.
Pela segunda vez em 20 anos de sondagens da Marktest um líder partidário é mais popular do que o Presidente da República, e pela segunda vez os protagonistas são Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho.
No mês de Setembro, tal como tinha acontecido em Junho do ano passado, o líder do PSD, este ano já como primeiro-ministro, registou um saldo entre opiniões positivas e negativas superior ao do Chefe de Estado. Com 45% de opiniões positivas e 32% de negativas, Passos Coelho é o mais popular entre todos os principais protagonistas políticos. Desde que tomou posse, isto é, entre Junho e Setembro, não só caíram as opiniões negativas (de 46% para 32%), como aumentaram as positivas (de 33% para 45%). "A imagem do primeiro-ministro é boa, saiu reforçada com o cargo porque ele transmite calma e a mímica corporal e o tom de voz transmitem serenidade o que agrada aos portugueses", avalia João Cardoso Rosas. Para este politólogo é, no entanto, preciso "relativizar" a comparação entre Cavaco e Passos porque "este período coincidiu com um apagamento mediático do Presidente e uma afirmação do Governo em início de mandato".
Hoje mesmo Cavaco Silva dará a sua primeira entrevista desde que Passos e Portas assumiram o Governo do país, com um saldo de popularidade dois terços inferior à que registava em Junho: este mês apenas 40% dos portugueses têm do Presidente da República uma imagem positiva, face aos 37% que têm uma imagem negativa.
Pela primeira vez António José Seguro integra o painel de avaliação da Marktest e existem dois marcos para assinalar face ao seu antecessor no cargo, José Sócrates. As opiniões negativas caem abruptamente (de 66% para 29%) e as dúvidas aumentam exponencialmente: em Junho, ainda com Sócrates, 11% dos inquiridos optaram por "não sabe/não responde" para avaliar o desempenho do líder socialista, este mês 49% dizem o mesmo sobre António José Seguro. Sem cumprir, formalmente, um mês à frente do Partido Socialista, a imagem do líder da oposição ainda não está cristalizada aos olhos dos portugueses.
Paulo Portas mantém-se acima da linha de água e é um dos três protagonistas políticos que tem um saldo positivo. Apesar de nos três meses que leva de ministro dos Negócios Estrangeiros terem caído as opiniões positivas sobre o seu desempenho (de 48% para 38%).
À esquerda do PS, com o registo mais negativo de todo o barómetro, permanece Francisco Louçã. O líder do Bloco de Esquerda tem o maior número de opiniões negativas (49% dos inquiridos) o que o penaliza substancialmente: o saldo é de - 26%. Por fim, Jerónimo de Sousa que tal como a CDU resistiu a esta avaliação do eleitorado acabando por melhorar o seu saldo final.
Ficha técnica
A sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSD realizou-se nos dias 20 a 23 de Setembro para analisar as intenções de voto e a popularidade dos protagonistas políticos. O universo é a população de Portugal Continental com mais de 18 anos que habite em residências com telefone fixo. A amostra, constituída por um total de 804 inquiridos, foi estratificada por regiões: 157 Grande Lisboa, 88 Grande Porto, 131 Litoral Centro, 156 Litoral Norte, 180 Interior Norte e 92 no sul.; 426 a mulheres e 378 a homens; 247 a indivíduos dos 18 aos 34 anos, 278 dos 35 aos 54 e 279 a mais de 54 anos. A escolha dos lares foi aleatória. Intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,46%. Indecisos redistribuídos de forma proporcional aos que declararam sentido de voto. Taxa de resposta 24%.
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