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Segundo a sondagem da Marktest, no último mês PSD e CDS aumentaram as intenções de voto enquanto os partidos da esquerda caíram.
O programa do PSD foi bem recebido pelos portugueses e, depois de Pedro Passos Coelho ter apresentado as suas ideias para o País, as intenções de voto no partido subiram 4,4 pontos percentuais para os 39,7%. Com o Partido Socialista que, em Abril, tinha recuperado a liderança na sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF, aconteceu precisamente o contrário: caiu 2,7 pontos percentuais para os 33,4% e passou a segunda força política. A diferença entre os dois principais partidos passou, por isso, a ser de 6,3 pontos percentuais, praticamente o dobro da margem de erro (3,45%).
O trabalho de campo desta sondagem foi realizado entre os dias 9 e 10 de Maio (segunda e terça-feira desta semana) logo depois do PSD ter tornado público o seu programa e já incorporando o frente-a-frente televisivo entre José Sócrates e Paulo Portas, na TVI, que teve perto de dois milhões de telespectadores - 55% dos inquéritos foram realizados depois dos líderes de PS e CDS se terem encontrado na televisão. É, também, a primeira vez que a Marktest mede o impacto das medidas impostas pela ‘troika' e anunciadas na semana passada para que Portugal possa beneficiar de um empréstimo de 78 mil milhões de euros ao longo dos próximos três anos.
A par com o PSD, o partido de Paulo Portas também sobe ao longo do último mês passando de 7,5% para 9%. Aliás, tal como aconteceu com os social-democratas quando viabilizaram o plano de austeridade, em Maio de 2010, no último mês os dois partidos da oposição que estiveram ao lado do Governo na viabilização do memorando de entendimento com a ‘troika' acabaram por aumentar as suas intenções de voto. Na última semana Paulo Portas e Pedro Passos Coelho têm reforçado a garantia de que não governaram com Sócrates embora assumam que Portugal precisa de um Governo maioritário após as eleições de 5 de Junho. À luz desta sondagem se juntarmos as intenções de voto nos dois partidos é possível concluir que poderiam formar um Governo maioritário com 49% dos votos.
Com comunistas e bloquistas aconteceu precisamente o contrário. Depois de terem recusado, sequer, manter qualquer encontro com os técnicos do FMI, BCE e Comissão Europeia, o PCP caiu 1,6 pontos percentuais para os 6,5% e o Bloco de Esquerda recuou 1,2 pontos percentuais para os 4,8%.
A pouco mais de 10 dias do início da campanha eleitoral e já com as campanhas partidárias no terreno o número de indecisos caiu no último mês. Entre Março e Abril o número de inquiridos que respondeu não sabe/não responde passou de 29% para 36%, mas no mês de Maio recuou para 33%. Embora seja impossível de confirmar as transferências de voto que ocorreram ao longo do último mês, a verdade é que o centro-direita (PSD e CDS juntos) sobe seis pontos percentuais, enquanto os partidos de esquerda (PS, BE e PCP) caem cinco pontos.
Maioria dos portugueses está pessimista
A maioria dos portugueses acredita que dentro de um ano, a sua situação pessoal e a do país vai ser pior do que a actual, revela a sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF. Cerca de 54% dos inquiridos perante as fortes medidas de austeridade que esperam vir a ser implementadas na sequência do pedido de ajuda ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira vão agravar a situação económico. Num quase mimetismo, 52% acreditam que a situação económica pessoal e do agregado familiar também vai ser pior. O pessimismo é quase idêntico entre homens e mulheres, mas é mais significativa entre os inquiridos da classe média alta. Em termos pessoais os mais pessimistas são os inquiridos com 35 e 54 anos, quanto ao futuro do país o pessimismo este entre os mais jovens (!8 e 34 anos). Em termos regionais, o Sul e o Litoral Norte são as regiões mais preocupadas com o país. Mas são sobretudo os inquiridos do Litoral centro que consideram que a sua situação dentro de um ano será pior. Quanto à filiação partidária, os militantes do PSD surgem mais pessimistas.
Taxa de resposta
Por imposição legal todas as sondagens têm de publicar uma taxa de resposta que, ao contrário do que tem sido dito, não reflecte o número de inquiridos que responderam de forma válida a uma sondagem. A este inquérito da Marktest para o Diário Económico e TSF responderam de forma válida 805 pessoas. A taxa de resposta é o esforço que todas as empresas de sondagens têm de realizar para encontrar o tipo e o número de inquiridos necessários de acordo com a distribuição geográfica, o sexo e o escalão etário. Ainda no caso concreto da sondagem que hoje publicamos foram inquiridas 805 pessoas embora a taxa de resposta seja de 26,6%.
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