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Os resultados desta sondagem da Marktest podem ser sumariados em três planos de análise.
O primeiro: Pedro Passos Coelho tem uma vantagem confortável em todos os universos, em particular no universo dos eleitores do Partido Socialista, o que é um trunfo assinalável.
O segundo: Pedro Passos Coelho irá beneficiar da maior popularidade conquistada pelo facto de estar no terreno há dois anos, e também pelo ricochete da hostilidade que contra ele lhe dirigiu a direcção de Manuela Ferreira Leite. Os eleitores portugueses não costumam perdoar a agressividade indisfarçada, e isso explica também a insignificante preferência por José Pedro Aguiar-Branco, que se deixou colar a uma política de exclusão dentro do PSD.
Por fim, 16% dos inquiridos consideram que nenhum dos candidatos do PSD tem condições para ser primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho terá de encarar a sua vitória na próxima sexta-feira com muita humildade, e passar os próximos meses a provar que o PSD pode ser uma alternativa. É preciso respeitar os tempos da política, não subestimar Sócrates. A falta de prudência pode ser mortal.
Viriato Soromenho-Marques
Professor de Filosofia Política da Universidade de Lisboa
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