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A horas de participar no Conselho Europeu, primeiro-ministro diz acreditar num acordo entre os 27.
"A culpa do que se está a passar em Portugal não é do senhor Sarkozy, nem da senhora Merkel, nem da Europa", disse Pedro Passos Coelho à margem de uma homenagem à memória de Francisco Sá Carneiro, organizada pelo PSD no Porto. Com o Conselho Europeu agendado para hoje e amanhã, o primeiro-ministro diz-se optimista quanto à obtenção de consensos entre os 27 numa altura em que "é a própria União Europeia e o euro que estão em risco".
"Esse governo económico que precisamos de construir na Europa é essencial para que a Europa possa ser solidária", sugeriu Passos Coelho antes da cimeira em que será discutida a possibilidade da União Europeia ser refundada.
A independência do Banco Central Europeu, as eurobonds e as sanções a aplicar aos países não cumpridores das metas orçamentais estarão em cima da mesa negocial e Passos Coelho está preparado. "Quando os países são indisciplinados e colocam em risco outros, é natural que os que geriram bem as suas economias e emprestam dinheiro queiram receber garantias em como o que emprestam será bem utilizado", reconheceu o primeiro-ministro para quem bastaria "que tivéssemos metade da dívida e Portugal seria hoje um país mais justo".
"Portugal perdeu parte da sua soberania pois teve de pedir muito dinheiro emprestado porque geriu mal as suas finanças e economia", confirmou Passos Coelho que, ainda assim, parte para a cimeira europeia com "expectativa positiva" e sem vergonha pela situação do País. "Vergonha não é ter dívida quando alguma coisa corre mal, mas sim achar que não é uma prioridade pagar", disse.
"Só o facto de estarmos numa economia com a mesma moeda, traz desafios e alguns problemas. Desde Julho que andamos a tentar encontrar uma resposta que traga estabilidade financeira à Europa. Esse é o grande risco que enfrentamos e é a grande expectativa que temos para o Conselho Europeu", afirmou o primeiro ministro.
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