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O Parlamento grego aprovou hoje por maioria absoluta a legislação necessária para o país proceder à reestruturação da dívida.
Em causa está um perdão de 107 mil milhões de euros por bancos e fundos de investimento privados.
A votação, que se previa acontecer mais tarde, realizou-se após sete horas de debate entre os deputados em Atenas.
O projeto-lei foi aprovado por uma larga maioria composta pelos deputados dos dois partidos da coligação governamental, os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia, ou seja, 193 parlamentares num total de 300.
O partido comunista grego (KKE), a esquerda radical (Syriza) e o partido de extrema-direita (LAOS), antigo parceiro do governo de coligação, pronunciaram-se contra o diploma.
O deputado comunista Thanassis Pafilis denunciou a legislação como "benéfica para a banca e para os monopólios, e não para a população".
Durante as cerca de sete horas de debate parlamentar, que precedeu a votação, o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, apelou ao Parlamento helénico para "dar uma prova de união, de coesão". O governante salientou ainda ser a única maneira de "recuperar o orgulho do país e a confiança dos mercados".
O projeto-lei define os termos do acordo com os credores privados, cujos princípios foram fixados durante uma longa reunião em Bruxelas, no início desta semana, dos Estados da zona euro.
O processo estará concluído na sexta-feira de forma "a cumprir os prazos apertados e o vencimento das obrigações em Março", referiu ainda Venizelos.
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