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Alemanha

Parlamento alemão vota nova ajuda para a Grécia

Económico com Lusa  
27/02/12 09:13

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O Parlamento alemão vota hoje o novo resgate de 130 mil milhões de euros à Grécia, que deverá ser aprovado por grande maioria.

Numa carta enviada aos deputados no final da semana passada, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, admitiu que "provavelmente não será a última vez" que o Parlamento alemão terá de se ocupar com as ajudas à Grécia.

Já o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, em declarações ao semanário Der Spiegel, admitiu, pela primeira vez, que sejam dados "estímulos" a Atenas para sair do euro.

"Não estou a falar de expulsar a Grécia do euro, mas sim de criar estímulos para uma saída que a Grécia não possa recusar", disse Friedrich, que é membro da União Social-Cristã (CSU) da Baviera, o partido irmão da União Democrata-Cristã (CDU) de Angela Merkel.

Fontes do executivo procuraram desvalorizar as afirmações do ministro bávaro, sublinhando que o objectivo de Berlim "continua a ser estabilizar a Grécia no interior da zona euro, com a solidariedade europeia e com grandes esforços da própria Grécia".

Na missiva que enviou aos deputados, Schäuble, advertiu, no entanto, que "não há garantias de que a via escolhida para a Grécia tenha sucesso".

Só que, na opinião do ministro das Finanças germânico, "as perspectivas de êxito das alternativas existentes eram muito mais reduzidas".

A opção escolhida pela União Europeia e pelo FMI de conceder um segundo resgate a Atenas - na condição de haver uma reestruturação superior a 50 por cento da dívida grega, através de um perdão voluntário dos credores privados, e de a Grécia adoptar um programa de austeridade mais rigoroso - "é a única que tem hipótese de vingar e, por isso, uma opção responsável", disse Schäuble.

Apesar de alguns deputados das bancadas democratas-cristãs e liberal da coligação liderada por Angela Merkel já terem anunciado que votarão contra o novo resgate à Grécia, o Governo deverá conseguir o mínimo exigível de 311 votos favoráveis, a chamada "maioria do chanceler", para não ter de depender dos votos da oposição social-democrata e ambientalista no hemiciclo, que já sinalizaram apoio ao requerimento de Schäuble.

Pelo sim, pelo não, o porta-voz do Governo federal, Steffen Seibert, veio a público dizer que a maioria do chanceler "é necessária em poucos casos, e este não é um deles".

Antes do debate e da votação, Merkel fará uma declaração sobre a aprovação do novo resgate à Grécia no Eurogrupo e sobre o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, em que será debatido, nomeadamente, o eventual aumento das verbas do futuro mecanismo permanente de estabilidade europeu (MEE), sucedâneo, a partir de Julho, do actual fundo de resgate.

 





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